Contrariei a sabedoria popular. Aquela história de que "não se deve julgar um livro pela capa" pode até ser verdade, mas em épocas de design avançado, fui seduzida pela capa de um CD.
Eu estava acompanhando meu Amado, em meio de prateleiras, caixinhas, títulos e sons e, percebendo que tenho escutado basicamente o que ELE escuta (convivência extrema faz isso mesmo), resolvi adquirir um CD para mim. Do meu gosto. Para mim.
Comecei a procurar naquela loucura e imensidão de opções, mas nada me apetecia... lady gaga não, as mesmas bandas de novo não, as 7 melhores da pam podem ser ouvidas na rádio, artistas performaticos demais tb não, tema de novelas nem pensar... oba, gostei desta capa! que banda é esta? não sei... nesta hora, o vendedor estava longe demais para perguntar - na verdade, o que aquele moço poderia dizer sobre o meu gosto musical? nada...
Olhei novamente para a capinha do CD, buscando alguma dica sobre o tipo de som da banda, de onde vinham, qual o estilo... a única mulher do grupo, estava com uma roupa diferente e à frente da banda - deve ser a cantora (negra. q deve ter um vozerão).
Atrás dela, uma big band (8 caras) que, pelo modelito moderno/vintage/vestidos-tipo-conjuntinho, deve ter um que toca um tecladinho bacana + algum instrumento de sopro. a mistura de idade deles é um bom sinal (gente experiente com gente "verdinha", jovem).
Afoto foi tirada nos fundos de um prédio - tipo na escala de incêndio. isso me leva a acreditar que são músicos - não rock-stars, fazem o som pela música, não pela fama.
É...
Vou levar. - "Só espero que não seja um monte de gringo fazendo versões infames de bossa nova..."
Curti. Curti muito... do jeito que eu gosto.
Acho que a dica da capa do livro não pode ser aplicada a Cds. que bom!
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segunda-feira, 9 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Da Série "Resenhas Musicais" - Umabarahuma
Trilha sonora é fundamental - as imagens ganham mais emoção ou suspense; momentos ficam mais românticos e/ou dramáticos; eventos mais apoteóticos ou catastróficos.
Se vc concorda comigo, vai entender porque resolvi fazer uma série de posts relacionada a Resenhas Musicais. Sem explicar muito - meu sucesso virá se o estilo das resenhas lhe "saltar aos olhos" - segue o primeiro comentário. Vamos lá.
Se vc concorda comigo, vai entender porque resolvi fazer uma série de posts relacionada a Resenhas Musicais. Sem explicar muito - meu sucesso virá se o estilo das resenhas lhe "saltar aos olhos" - segue o primeiro comentário. Vamos lá.
Desafio: Imagine se, ao invés de um jornalista inflamado, os jogos de futebol fossem narrados por um rapper. Como seria isso? Ontem consegui projetar isso perfeitamente - foi só escutar uma versão de 2010 de Umabarahuma cantada por Jorge Ben Jor e Mano Brown.
A música segue tranquila, com Jorge a frente do microfone com sua rouquidão perculiar. A música "cresce", de foram a preparar espaço para a entrada de Mano Brown.
Ele fala, fala e fala, em uma espécie de enxurrada, de uma forma que consegue (re) construir uma super jogada de mestre, dentro da minha cabeça.
Não
sou muito fã de futebol mas, honra seja feita, o esporte no Brasil é
algo que pode ser considerado "universal” por aqui. Ele congrega gente dos tipos, jeitos e feitios mais improváveis: rico e pobre, samba-rock e rap, sogro e genro, Brasileiro e Argentino...Ele fala, fala e fala, em uma espécie de enxurrada, de uma forma que consegue (re) construir uma super jogada de mestre, dentro da minha cabeça.
Não preciso ir para além da porta da minha casa para comprovar isso: todas as manhã, escuto o catador de papel da rua conversando com o porteiro da escolhinha da esquina - na maior alegria e bom-humor, faça chuva, faça sol: " A Ademig inforrrma: Campeonato Brasileiro. Na Arena do Jacaré, Cruzeiro 0, Atlético 0."
Quer sugerir uma música para a próxima resenha? Comente aí!
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