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domingo, 10 de junho de 2012

olhar atento

taxistas são um "mal necessário": são folgados no transito, mas fazem a nossa vida mais prática e simples; são os "donos da rua", mas ajudam a manter o transito mais suportável a medida que a cada um q entra, representa menos um carro na rua; em dias de chuva, desaparecem, mas têm a capacidade de te levar àquele endereço que vc nunca ouviu falar.

antes de xingar um taxista por parar em fila dupla na sua frente, pense bem em tudo que ele vê todos os dias, pelas ruas. Imagine a quantidade de gente que sentou no banco de trás do carro (as mais mal humoradas, grosseiras, desconfiadas e sem educação) ou quantos quilometros já foram percorridos por aquele motorista. Este cara aguenta o transito por vc...

entre um cliente e outro, foi criado o blog Things I see from my cab (http://www.thingsiseefrommycab.com/) - na tradução livre "as coisas que vejo do meu TX". O site traz registros fotográficos feitos por um taxista de Nova York, que tem o olhar atento para a cidade e a multidão que ali habita.

Para falar a verdade, achei a cara do site é um pouco confusa, mas não importa... afinal de contas, o lay out da página é um reflexo da loucura da cidade. Dentre as fotos publicadas, vc vai encontrar turistas perdidos na cidade, imigrantes (muitos) em constraste com a vida local, bandeiras americanas, belos por-do-sol (ou "pores do sol" ou "por dos sóis" ou...)  e algumas bizarrices.

Vale a pena dar uma passadinha lá e reparar. Acho que vale mais a pena ainda, sair de casa amanhã imaginando que você é este taxista e registrar alguns destes momentos (cenas, pessoas, lugares, etc) interessantes que estão tão perto, mas que por falta de atenção ou excesso de foco em outras coisas, nem vemos.

t+





domingo, 4 de setembro de 2011

No meio do caminho tinha o Wellington

Outro dia me aconteceu algo inédito a bordo do táxi. No caminho para o aeroporto, eu estava calada, pensando na vida e tentando acordar (eram 7 horas da manhã) e, do nada, o taxista fechou os vidros e aumentou o volume do rádio. Cantarolando a música que estava tocando, ele comentou com entusiasmo: “nossa, esta música é bonita demais!!”

Além um susto danado – geralmente, os taxistas são contidos em sinal de respeito ao passageiro! – esta ida (ou vinda), rendeu mais uma entrevista para o blog.  Apresento a vocês Wellington, um taxista conservador.
PERFIL
- 59 primaveras completas;
- Natural de Belo Horizonte – MG;
- Pai de 3 filhos.
PERGUNTAS E RESPOSTAS (texto produzido a partir da entrevista, dos buracos da minha memória e da minha interpretação livre)
M – Então você gosta muito de música, Wellington?
W – Nossa, gosto demais... Mas estas de hoje dia não tão com nada... é tudo porcaria!
Música boa é igual esta aqui [tocava aquela música q não sei o nome, mas é definitivamente muito popular . “Olha a lua branca no céu, amor / Olha nananananananana, amor / nanananannana / Me leva amor... / Por onde for, quero ser seu par...”
Não entendo como este povo consegue ficar escutando este “tuntuntun” por muito tempo... é só para quem tem a cabeça oca mesmo porque aí, o barulho ressoa!

M – E quais as rádios você costuma escutar?
W – Ah, as minhas preferidas são a 96,5 FM, a 100.9 FM, que só tem música brasileira, e a 94,9 FM
[neste momento, começa outra música – Águas de Março, com aElis Regina cantando]
Esta aí, oh... isso sim que era cantora. Isso sim! Quem viu, viu... quem não viu, não vai ver ninguém nem parecido mais! Pena que ela era muito doida, né?

M – É verdade... E você sempre escuta música no carro? Os passageiros também gostam?
W – Eu escuto mais quando estou indo para Confins, porque é mais tranquilo e não tem tanto trânsito e barulho da cidade. Mas isso é quando o cliente não pede para desligar, né? Tem muita gente que não gosta. Aí, tem que respeitar, fazer o que... você não importa não, né?
M – Não, tá tranquilo.
W – Lá em casa, eu gosto muito de escutar música clássica, ainda mais quando estou fazendo almoço – eu sou separado, sabe?. A comida fica até mais ... [movimento com a mão direita, na tentativa de encontrar a palavra perfeita] mais... saborosa!

M – É mesmo? Quem você costuma escutar [confesso que neste momento, ele estava blefando, mas pela resposta, entendi que ele sabia do que estava falando]
W – Ah, Mozart, Schubert, Strauss.
Depois desses caras aí, quem é que fez música bonita deste jeito?? Não tem... O povo gosta da modernidade mesmo, não tem jeito.

M – Tem muita porcaria, mas tem muito coisa nova boa por aí...
W – É, tem... mas olha para você ver [não tem como ser mais mineiro!] o Vinícius de Moraes, por exemplo. Ele era um artista maravilhoso, completo. Não tem o quefalar sobre ele... Quando ele morreu, eu chorei tanto que parecia que ele era meu amigo mesmo, meu parente! Ele escrevia muito bem sobre o amor... Umas letras lindas, todas escritas em mesa de bar... vai fazer isso com seus amigos aí no final de semana para ver se sai alguma coisa parecida... [risos] Não sai não! As palavras do Vinícius eram igual carta no baralho, que se encaixam direitinho...

[fiz uma pausa nas perguntas para dar conta de anotar tudo que ele estava falando, e isso fez com que ele começasse a me entrevistar! Me perguntou sobre onde eu morava, para onde eu ia; estranhou o fato de eu, nova, estar viajando sozinha; perguntou sobre a pessoa com que eu estava no momento em que ele me buscou, etc. Achei melhor retomar a conversa tendo ele como ponto central).

M – Você falou que é separado, né? Não teve filhos? [até hoje, não encontrei nenhum taxista que tivesse filhos na faixa ou mais velhos que 20 anos, que não tivessem cursado Ensino Superior]
W – Sim, tenho 3. O meu mais novo também gosta muito de música. Ele toca Trompete de vara.

M – É mesmo? Esta é a profissão dele?
W – Não. Na verdade, meu filho estudou Educação Física... ele é muito inteligente, sabe? Agora, ele é professor de dança de salão. É o que ele gosta de fazer. Eu não sou muito a favor não... queria que ele arrumasse uma coisas que desse mais dinheiro, né?

M – Mas se ele for bom mesmo, consegue fazer uma graninha boa...
W – É, mas pai e mãe quer é que o filho tenha uma profissão mais comum. Assim... mais reconhecida... Também não gosto muito dele neste meio artístico. Tem muita coisa errada por aí.

M – Ah, mas isso tem em todo lugar...
W – É, mas acho que no meio artístico é pior... é sujo, tem muita droga. Você sabe: o que você faz para a Velhice, começa quando se é novo...
E assim, chegamos a Confins.

Obrigada, Wellington pela carona e pela conversa.
(anotações feitas em março de 2011)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

No meio do caminho, tinha do Seu Antônio

Seguem anotações e devaneios sobre Seu Antônio, o entrevistado de número 2,5 do www.idasevindasdemirilim.blogspot.com – só não foi entrevistado de número 3 porque não consegui registrar tudo que esta figura falou ao longo do trajeto Avenida Presidente Vargas – Aeroporto do Galeão, Rio, na última sexta-feira.


PERFIL:
- Cearense;
- Viúvo;
- Taxista;
- Morador do Rio de Janeiro a mais 15 anos.

“Momentos de sabedoria” com Seu Antônio, o taxista:
1) Defensor da seguinte teoria: mulher que entra no táxi e começa a falar mal do marido, é porque está querendo algum tipo de “assistência”... se ela se sentar no banco da frente então... pode saber!! Tá querendo meter um par de chifres na cabeça do homem! Seu Antônio mesmo contou que já levou uma para tomar uma cerveja depois do expediente...

2) Os homens que sentam na frente também chamam atenção, especialmente aqueles que entram e, com a mão na coxa no Seu Antônio dizem: “como vai, capitão?”... destes, nosso amigo taxista não curti muito não.

3) Ele tenta manter o profissionalismo a toda prova, inclusive quando casais pedem para que ele os leve a motéis... que sinuca de bico! Segundo nosso amigo, as atividades começam logo no banco de trás do táxi mesmo!

4) “Ah, aqui [no táxi] senta de tudo... é prostituta, é viado, é picareta... senta de tudo...”

5) Existe o lado oposto da situação: tem alguns taxistas que são meio tarados... outro dia a filha dele foi assediada por um taxista, que interpretou errado sua simpatia e fez uma investida mal sucedida. E, pelo que o Seu Antonio contou, foi uma investida agressiva! “Ah, mas se eu descubro a ‘praca’ deste homem, eu dou sinal e no meio do caminho, eu vou com a faca no pescoço dele!” – como não lembrar do away de Petrópolis, estrela brasileira, com o célebre jargão “lambina do pescoço”!!!!



(Para quem não conhece o away ou quer revê-lo, segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=E12liKusESA )



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Táxi 3

Alguém aí concorda comigo? Adooooro taxis que dão balinhas como cortesias aos clientes!!


 


Taxi 2

No caminho, vi uma asa delta linda voando pelos céus do Rio. Fiquei interessada e comentei com o taxista. Não é que o cara era instrutor de vôo?!?! (acho que os taxistas são os profissionais mais versáteis que existe no mundo! Este povo já fez ou faz um zilhão de coisas.... com certeza, têm muita história para contar)


Meu mais novo amigo (o taxista) estava me contando que se você quiser pular da pedra de Gávea, ponto tradicional do esporte, vc deverá desembolsar, no mínimo R$ 270. Se quiser que te filme e/ou fotografem, é + R$120. Segundo ele, os vôos têm duração média de 15 a 20 minutos, dependendo da térmica do dia. Ele aconselha os dias mais quentes, pois os ventos são mais fartos e fazem com que a asa delta fique mais tempo no ar.

Perguntei sobre a sensação de voar e ele me respondeu que sempre que pula (com frequência), sente um frio na barriga, especialmente na hora que sai do chão. Depois o medinho vai embora e fica só a deliciosa liberdade.

Esta seria uma ida e vinda interessantes, hein?... Cenas dos próximos posts... 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Piadinhas de taxistas...

Aviões quase nunca vêm desacompanhados de táxisss. E ao contrário da tripulação das empresas aéreas, os taxistas sempre querem conversar. Alguns são mais “amistosos” ainda e chegam a contar piadas. Tudo bem, desde que elas sejam boas. Entretanto, não foi o caso desta vez... seguem 2 anedotas infanes que fui obrigada a escutar do mesmo desinfeliz:



1) Eu: “Em quanto tempo o Sr. acha que chegamos ao aeroporto?”
Ele: “Ah, o transito está tranquilo agora.. Só umas 3 horas de meia...” :/


2) Eu: “ Quanto deu a corrida?
Ele: “ R$ 500 tá bom pra você?” :/