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domingo, 15 de maio de 2011

são apenas balas

outro dia fiquei presa no trânsito na avenida do contorno - até aí, tudo normal.
como estava sozinha (sem rádio, sem música, etc), busquei distração como a mulher (levemente) neurótica que sou: resolvi arrumar o carro.
Saldo: 1 caneta que não funcionava mais, muitos papéis distribuídos em sinal de trânsito, 3 medalhinhas de santo de meu pai, 1 pote começado de álcool em gel, R$ 1,35 em moedas, várias presilhas de cabelo, 7 papéis de registro de ponto e, em destaque, 12 balas.

A descoberta dos docinhos seria um evento de muita alegria para a mulher em TPM que sou/estou, mas como estou de regime, estufei o peito e relembrei minhas promessa de não comer doce por 1 mês. Eu poderia oferecer as balas para as pessoas que entram no carro e pegam carona comigo, mas aí bateu a dúvida da tradicional família mineira que reside em mim: será que elas se ofenderiam se eu as oferece balas de motel (paaaasmem! sim, como mulher e ser vivo que sou, vou a motéis e recebo balinhas na saída)?? Achei melhor ficar quieta e deixei as balas onde estavam.

Naquela mesma noite, uma querida pessoa entrou no carro e, vendo das balas, não só adorou mas pediu uma. Com muito gosto, entreguei-a uma porção.
Tudo resolvido.

Quando vc oferece, também se expõe. E ás vezes, é disso mesmo que as pessoas gostam... Sou assim.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Táxi 3

Alguém aí concorda comigo? Adooooro taxis que dão balinhas como cortesias aos clientes!!


 


quarta-feira, 23 de março de 2011

No meio do caminho tinha “Os Gêmeos”

Hellos! Recentemente, tive a oportunidade de visitar o Parque Ibirapuera e passar na frente do MAM. Enquanto eu estava perdida, procurando o local da palestra para qual eu estava inscrita, percebi que tinha um painel liiindo atrás de mim! Era uma obra d’ “Os Gêmeos”, os irmãos grafiteiros de São Paulo. Os danadinhos são conhecidos no mundo inteiro pelos painéis coloridos e inspirados que fazem.


Eu já tinha visto algumas obras em um livro sobre Grafitte em algumas cidades do mundo, mas ver ao vivo é sempre melhor, né?

Vejam duas fotos que tirei lá na hora (não ficaram muito boas por causa da câmera e porque toda hora passava alguém na frente... de qualquer forma, fica o registro).


segunda-feira, 21 de março de 2011

No meio do caminho tinha o Roldinei.

Outro dia, estava indo para o Rio de Janeiro e conheci uma peça rara.


Ele veio sentado do meu lado no avião, com seus 20 e poucos anos e sotaque nordestino.
Na verdade, só fui conversar com ele da metade do vôo para frente, mais precisamente a partir da hora do lanche, quando escutei o sujeito dizendo: “ande meu filho [comissário de bordo], estou com uma fome danada”.
Eu sorri, simpatizando. A partir daí o papo rolou solto. O sujeito era tão divertido que resolvi transformar a conversa em uma entrevista – com a sua ciência e aprovação. Quando falei que iria colocar o papo no blog, inicialmente ele ficou meio encabulado, mas um tempinho depois já dizia: “anote aí para colocar lá na internet...”. Massa.

Sendo assim, apresento-lhes Roldinei (leia-se “Rôldnei”).

PERFIL
- 21 anos;
- Natural de Fortaleza – CE;
- Estava em Belo Horizonte para fazer conexão para chegar ao Rio;
- Era a primeira vez que viajava de avião;
- Era a primeira vez em Belo Horizonte (e achou a cidade – no caso, o aeroporto) frio demais! “frio da porra”, para ser mais clara. Observação: nas vésperas fazia 31°C na cidade);

PERGUNTAS E RESPOSTAS (texto produzido a partir da entrevista, dos buracos da minha memória e da minha interpretação livre)

M - Em que você estava pensando antes de começarmos a conversar?
R – Ah... que estava com muita fome! Fui comer neste aeroporto, mas é tudo muito caro! Um sanduíche custa R$ 12. É um almoço, não é? Aí eu resolvi esperar o lanchinho do avião, mas é pouco demais...
(ele devorou o lanche dele e o meu)

M – Porque você está viajando?
R – Estou indo para o Rio para fazer a prova do concurso da Petrobrás, em Macaé.

M – Para qual área?
R – Eletroquímica [Nota: não tenho certeza se era esta área mesmo...]. É nível técnico.

M – E você estudou muito? Acha que vai passar?
R – Fiz cursinho, né? Acho que vou passar sim, tô nervoso. Se eu passar vai ser bom demais... vou ficar rico.

M – E como você vai fazer para ir para Macaé?
R – Minha namorada e o tio dela, que também trabalha na Petrobrás, estão me esperando. Do aeroporto, nós vamos para lá de carro.

M – Você viaja muito?
R – Não... vou mais é para uma praia perto de Fortaleza. Aracati. Muito bonito lá. Minha namorada tem uma casa lá.

M – Mais algum lugar que você goste de ir?
R – Anote aí: Ataiba. Fica no Ceará. Canoa Quebrada também.

M – Roldinei, você fala muito rápido... quase não te entendo..
R – (risos) Lá todo mundo fala assim... (pausa) Vocês é que falam cantado...

M – E vc? Está gostando de viajar de avião?
R – Tô... dá uma pressãozinha no ouvido, né? Balança igual no ônibus... Vindo de Fortaleza para cá [Belo Horizonte], eu li esta revista [da Gol] todinha mas não dormi...

M – É... você deve estar um pouco nervoso...
R – Um pouco... eu fiquei meio aperreado quando a aeromoça falou que o avião estava indo para Confins... Eu pensei: “Ai meu Deus do Céu, mas eu vou é para Belo Horizonte! Pequei o avião errado! Mas depois eu entendi que é assim que chama o aeroporto daí, né? Confins... (risos) Já pensou se eu vou parar no lugar errado!!

O idasevindasdemirilim deseja ao Roldinei uma boa viagem e muito boa sorte no concurso!

domingo, 3 de outubro de 2010

sem gás


outro dia, dei sorte e dei azar.
estava feliz, satisfeita e atrasada, à caminho de um treinamento, quando de repente - não mais que de repente, minha gasolina acaba! o carro foi parando, parando parando, atá parar de vez!
leve pânico no momento, especialmente por que estar no olho do furacao - rua são paulo com avenida augusto de lima - mas consegui jogar o carro num cantinho de forma a não atrabalhar o transito.
Pronto, problema 1 resolvido.
Para fazer o carro voltar a funcionar de vez, eu tinha q procurar um posto e comprar uma daquelas sacolas de gasolina salvadoras. entretanto, chuvia consideravelmente. "putz", pensei. logo depois, lembrei q tinha uma sombrinha do porta malas!! resultado: problema 2 minimizado.
Havia um posto a 3 quarteirões dali. chegando lá, não só o mocinho tinha um galão de gasolina para me dar, mas, vendo minha carinha desconsolável, improvisou um funil para eu despejar a gasolina no tanque - mal sabia ele que este deve ter sido a 5º ou 6º vez q minha gasolina acaba no meio da rua...
Well, problema 3 aniquilado!
Caminhando para o carro, depejei o líquido e, apesar do banho de combustível e manchas na jaqueta, tudo certo. Dei partida no carro, mas ele não ligou. "Que meleca...", pensei. Lembrei que de outras vezes, tive que sacudir o carro - para a gasolina "assentar". Então, lá estava eu, sentada no carro, pulando feito uma criança birrenta. folego recuperado, dei partida de novo. e desta vez, foi sucesso. Problema 4 já era!

ps: obrigada ao mocinho do posto que sem sua participação nada disso teria se tornado realidade!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ouvidos bem abertos

Buenas.

Se vc é uma pessoa que mantém seus ouvidos bem abertos em suas idas e vindas, com certeza, aprende muito - e é mais certo ainda que ria muito com as bobagens que algumas pessoas falam por aí!

Outro dia, me contaram um diálogo muito curioso que se deu no ônibus:
"- Não fulana... POBLEMA é quando é com os outros! POBREMA é quando é com você!"  :)

Recentemente, escutei outra pérola: "Cavalo que tem São Jorge, não anda a pé"!
Isso sim é sabedoria popular!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Vida animal

Sabe aqueles dias de cão? Quando você está (ou se sente) em uma selva, cheia de animais??
Pois é. Esta foi minha manhã de ontem! 

quando entrei no carro para trabalhar, vi que tinha uma borboleta presa no pára-brisas. Achei muito estranho, afinal de contas, uma garagem de concreto cheia de carros que soltam fumaça não é o lugar mais apropriado (e desejado - eu imagino) para uma borboleta... Beleza, liguei o carro e saí.

Esquina vai, esquina vem, a danada da borboleta começa a mexer! Batendo as asinhas mesmo. Quando o sol batia, as cores das asas - amarelo com laranja - se iluminavam e ganhavam um brilho muito legal. Adorei. Meu primeiro reflexo foi pegar o telefone dentro da bolsa para poder fotografar, mas ela fez que ia voar. Tentou, tentou e tentou, mas acho que ficou com medo (na verdade, fiz mil interpretações do pensamento da borboleta: ela poderia ser uma borboleta deseperada, despejada pelo borboleto, poderia ser uma espécie suicída, ou simplesmente, uma criaturinha que quis colorir minha ida e vinda da manhã!).

Com muito custo, consegui registrar o momento com uma foto. Achei o máximo - até porque, já estava na metade do caminho e a "brabuleta" ainda estava ali, andando comigo. Depois da foto, ligue o rádio e por incentivo (positivo ou negativo) do Sting, minha amiguinha bateu asas e voou.


Gostei a visita (hehe) e pensei que minha cota de natureza do dia estava completa. Eu estava enganada.

Logo depois que saí do carro, caminhei um pouco na calçada e me abaixei para não esparrar nas plantas do jardim de um prédio. Foi aí que tomei o maior susto: entre as folhas, tinha uma mega aranha, pendura na teia, bem na altura do meu olho. ahhh! Que susto! fiquei pensando se eu não tivesse visto e aquele bichinho (bem menos amigável que a borboleta) tivesse grudado no meu cabelo! ai que asco!!! Até acelarei o passo - esta é uma forma de dizer que saí correndo com medo da aranha! ahhah - e virei a esquina. Jesus, que tanto de bicho que me apareceu! Pensei: que mundo animal!! Selva de pedra!! Agora chega, né?

Me enganei de novo: virei a esquina e dei de cara com mais uma figura animal: uma velhinha com uma camisa com estampa de onça!!! ahhhhhhh  Eu sabia que BH era uma roça, mas que tinha virado selva, é novidade para mim!!