(este post está guardado deste de agosto...)
Neste final de semana, teve uma idaevinda especial: fui a Tiradentes para presenciar o casamento lindo. Lindo pelos noivos, pelo cenário, pelas companhias e pela alegria de todos que estavam lá.
O fato do casamento ser em outra cidade (que não a da maioria dos convidados) trouxe efeitos interessantes: houve quem achou bom, quem achou longe, quem achou seilá, mas acho que grande maioria, se encantou ao chegar lá. Fiquei pensando que isso é natural de qualquer mudança: começa-se reclamando daquilo, porque é diferente ou porque te tira de casa / (zona de) conforto, mas depois que chega lá, acha bacana e pensa: "que bom que eu vim".
Outra questão que vale ser comentada aqui é porção que "coisa" engraçadas que surgiram na viagem. Listo algumas, com suas devidas explicações e/ou ilustrações:
- Aluga-se cinto de castidade e máscara de ferro - acho que Tiradentes é a única cidade do mundo em que se expoe um manequim na rua, com uma máscara de ferro e um cinto de castidade - e o melhor, vc pode alugá-los!! Ficou interessado?
- No caminho de volta, encontra-se uma placa: "A máfia da batata doce". Máfia explosiva esta!!!
- Um encontro de amarelo com bonina (tem outro nome para a cor do bouganville?)
- Bar onde as cantoras contratadas são jogadas para o escanteio e quem assume são os bebacos;
- os rocamboles mais especiais do mundo: o legítimo, o original, o melhor, o autêntico, o primeiro, o real, o pioneiro, o santo, o primogênito, etc.
- A Casa da Insanidade Mental - foi lá que eu encontrei o Raul. :)
ps: não deixe de ir a Tiradentes.
sábado, 20 de novembro de 2010
horário de verão
tem muita gente que detesta horário de verão. eu não - na verdade, até gosto. tenho a sensação de que estou sempre adiatanda (algo muuuuito raro para mim q tenho mania de me atrasar para qualquer compromisso). outra coisa boa do horário de verão é poder sair do trabalho e ainda estar claro. para mim, esta regra tb não se aplica muito porque sou meio "vampira" - só saio do trabalho quando está escuro. De qualquer forma, pela janela do escritório ainda consigo usufruir do horário de verão:
enquanto isso, no aeroporto...
olás...
outro dia, entrei no banheiro de um aeroporto e corri para fazer um pipi antes de embarcar - banheiro de avião, para mim, só em casos de extreeema necessidade. Fui, "resolvi" o que eu tinha que resolver e, quando olhei para trás, dei de cara com um lindo bouquet de flores. Ele estava simplesmente esquecido no cantinho da cabine... que dó! fiquei pensando em quem é doida que simplesmente largar um bouquet assim...
De duas uma: ou o sujeito não prestava, ou o amor já passou...
outro dia, entrei no banheiro de um aeroporto e corri para fazer um pipi antes de embarcar - banheiro de avião, para mim, só em casos de extreeema necessidade. Fui, "resolvi" o que eu tinha que resolver e, quando olhei para trás, dei de cara com um lindo bouquet de flores. Ele estava simplesmente esquecido no cantinho da cabine... que dó! fiquei pensando em quem é doida que simplesmente largar um bouquet assim...
De duas uma: ou o sujeito não prestava, ou o amor já passou...
domingo, 3 de outubro de 2010
sem gás
estava feliz, satisfeita e atrasada, à caminho de um treinamento, quando de repente - não mais que de repente, minha gasolina acaba! o carro foi parando, parando parando, atá parar de vez!
leve pânico no momento, especialmente por que estar no olho do furacao - rua são paulo com avenida augusto de lima - mas consegui jogar o carro num cantinho de forma a não atrabalhar o transito.
Pronto, problema 1 resolvido.
Para fazer o carro voltar a funcionar de vez, eu tinha q procurar um posto e comprar uma daquelas sacolas de gasolina salvadoras. entretanto, chuvia consideravelmente. "putz", pensei. logo depois, lembrei q tinha uma sombrinha do porta malas!! resultado: problema 2 minimizado.
Havia um posto a 3 quarteirões dali. chegando lá, não só o mocinho tinha um galão de gasolina para me dar, mas, vendo minha carinha desconsolável, improvisou um funil para eu despejar a gasolina no tanque - mal sabia ele que este deve ter sido a 5º ou 6º vez q minha gasolina acaba no meio da rua...
Well, problema 3 aniquilado!
Caminhando para o carro, depejei o líquido e, apesar do banho de combustível e manchas na jaqueta, tudo certo. Dei partida no carro, mas ele não ligou. "Que meleca...", pensei. Lembrei que de outras vezes, tive que sacudir o carro - para a gasolina "assentar". Então, lá estava eu, sentada no carro, pulando feito uma criança birrenta. folego recuperado, dei partida de novo. e desta vez, foi sucesso. Problema 4 já era!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Ouvidos bem abertos
Buenas.
Se vc é uma pessoa que mantém seus ouvidos bem abertos em suas idas e vindas, com certeza, aprende muito - e é mais certo ainda que ria muito com as bobagens que algumas pessoas falam por aí!
Outro dia, me contaram um diálogo muito curioso que se deu no ônibus:
"- Não fulana... POBLEMA é quando é com os outros! POBREMA é quando é com você!" :)
Recentemente, escutei outra pérola: "Cavalo que tem São Jorge, não anda a pé"!
Isso sim é sabedoria popular!
Se vc é uma pessoa que mantém seus ouvidos bem abertos em suas idas e vindas, com certeza, aprende muito - e é mais certo ainda que ria muito com as bobagens que algumas pessoas falam por aí!
Outro dia, me contaram um diálogo muito curioso que se deu no ônibus:
"- Não fulana... POBLEMA é quando é com os outros! POBREMA é quando é com você!" :)
Recentemente, escutei outra pérola: "Cavalo que tem São Jorge, não anda a pé"!
Isso sim é sabedoria popular!
domingo, 12 de setembro de 2010
achei
"queridos amigos da rede globo",
terminei de ler um livro recentemente que gostei bastante. Se chama RUM - DIÁRIO DE UM JORNALISTA BÊBADO e, para quem gosta de narrativas envolventes, recomendo.
Lendo, encontri uma frase muito legal, em que o autor conseguiu resumir um sentimento que eu tenho sempre que vou a uma cidade que não conheço. Sentimento este que nunca consegui explicar bem, mas que ficou totalmente claro através da frase:
"Dentro do táxi, relaxei e acendi um pequeno charuto comprado na lanchonete. Estava me sentindo melhor, sonolento, aquecido e completamente livre. Vendo as palmeiras passarem e olhando para o sol imenso queimando a estrada, tive um vislumbre de algo que não sentia desde meus primeiros meses na Europa - uma mistura de ignorância com uma certa confiança incerta e despreocupada, do tipo que costuma surgir em um homem quando o vento volta a soprar e ele começa a se mover em linha reta na direção de um horizonte desconhecido."
terminei de ler um livro recentemente que gostei bastante. Se chama RUM - DIÁRIO DE UM JORNALISTA BÊBADO e, para quem gosta de narrativas envolventes, recomendo.
Lendo, encontri uma frase muito legal, em que o autor conseguiu resumir um sentimento que eu tenho sempre que vou a uma cidade que não conheço. Sentimento este que nunca consegui explicar bem, mas que ficou totalmente claro através da frase:
"Dentro do táxi, relaxei e acendi um pequeno charuto comprado na lanchonete. Estava me sentindo melhor, sonolento, aquecido e completamente livre. Vendo as palmeiras passarem e olhando para o sol imenso queimando a estrada, tive um vislumbre de algo que não sentia desde meus primeiros meses na Europa - uma mistura de ignorância com uma certa confiança incerta e despreocupada, do tipo que costuma surgir em um homem quando o vento volta a soprar e ele começa a se mover em linha reta na direção de um horizonte desconhecido."
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Idas e Vindas em época de Campanha Eleitoral
CAMPANHAS ELEITORAIS
As idas e vindas em épocas de campanha eleitoral sempre ficam mais coloridas – placas de “Dr. Saracura”, banners de “Cabo Zezão”, faixas de “Fulaninho da Ambulância” enfeitam as ruas das cidades brasileiras entre agosto e outubro dos anos eleitorais. Ao cruzar a cidade ou ao fazer um breve passeio a pé é impossível não ver, pelo menos, um exemplar da criatividade alheia.
Inclusive, estive pensando o quanto a “indústria do voto” gera empregos e desenvolve as comunidades locais. Imaginem só a quantidade de gente que aprendeu e/ou exercitou suas habilidades no Photoshop ultimamente? É só pensar que, para cada carinha ridícula que você vê em um santinho por aí, existe alguém que retocou o rosto daquele infeliz.
Além disso, o que seria dos “impostadores de bandeiras” da Savassi sem os candidatos ao governo do estado? Acredito que a população da região triplicou durante o período de eleição – e com isso, a demanda por restaurantes, hospedagem, transporte, sessões de descarrego, etc.
Entretanto, o que mais me chama a atenção neste circo eleitoreiro é o que as pessoas fazem dele. Talvez meu interesse nisso se justifique pela minha própria incapacidade de escolher um candidato descente entre um ruim e outro pior.
De qualquer forma, considero que é inevitável sorrir ao ver o cartaz de um candidato pichado, a imagem de um político artificialmente banguela, ou o vídeo de um palhaço querendo ser um deputado federal. Sendo assim, faço minha contribuição ao vandalismo político neste blog.
Conheçam a minha versão do velho cretino Newtão.
Ps: gostou? Mande sua contribuição e ela poderá ser publicada neste blog!
As idas e vindas em épocas de campanha eleitoral sempre ficam mais coloridas – placas de “Dr. Saracura”, banners de “Cabo Zezão”, faixas de “Fulaninho da Ambulância” enfeitam as ruas das cidades brasileiras entre agosto e outubro dos anos eleitorais. Ao cruzar a cidade ou ao fazer um breve passeio a pé é impossível não ver, pelo menos, um exemplar da criatividade alheia.
Inclusive, estive pensando o quanto a “indústria do voto” gera empregos e desenvolve as comunidades locais. Imaginem só a quantidade de gente que aprendeu e/ou exercitou suas habilidades no Photoshop ultimamente? É só pensar que, para cada carinha ridícula que você vê em um santinho por aí, existe alguém que retocou o rosto daquele infeliz.
Além disso, o que seria dos “impostadores de bandeiras” da Savassi sem os candidatos ao governo do estado? Acredito que a população da região triplicou durante o período de eleição – e com isso, a demanda por restaurantes, hospedagem, transporte, sessões de descarrego, etc.
Entretanto, o que mais me chama a atenção neste circo eleitoreiro é o que as pessoas fazem dele. Talvez meu interesse nisso se justifique pela minha própria incapacidade de escolher um candidato descente entre um ruim e outro pior.
De qualquer forma, considero que é inevitável sorrir ao ver o cartaz de um candidato pichado, a imagem de um político artificialmente banguela, ou o vídeo de um palhaço querendo ser um deputado federal. Sendo assim, faço minha contribuição ao vandalismo político neste blog.
Conheçam a minha versão do velho cretino Newtão.
Ps: gostou? Mande sua contribuição e ela poderá ser publicada neste blog!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
ME LAVE
Prezados,
Meu carro está entrou em estágio “calamitoso” de sujeira...
Há dias, tenho observado que os lavadores de carro não têm me oferecido mais para dar aquela geral no veículo – ninguém mais diz: “Oh dona, vamo lavar hoje?”.
Pelo contrário. Quando estaciono, procuro pelo lavador na rua, mas logo eles se escondem atrás de outros carros (mais limpos que o meu). Ganhei até isenção de gorjeta, pois não me cobram mais!
Entretanto, esta história chegou a seu ápice na semana passada. Ao sair do trabalho, encontrei meu carro na rua (do jeito que eu o deixei lá), porém com um recado: um “ME LAVE!” escrito no vidro traseiro com a própria sujeira do carro... Um grito de misericórdia! “Me lave”! Ironicamente, achei o mááááximo que meu carro tinha se transformado em brinquedo dos meninos que passam na rua! Molecagem. Mas havia algo estranho naquele recado... tinha uma palavra que estava difícil de identificar. “Me lave p... l... e... a... s... e....”. “Please”?!?!?!? Como assim? Estes moleques estavam muito espertinhos. Sabiam até escrever em inglês! Uau! Curioso, mas quem mais poderia ser?!
Na manhã seguinte, quando cheguei ao trabalho, descobri que meus coleguinhas, com dó do meu carro, escreveram aquela súplica! Hehe
Por um momento, pensei que até os moleques já estavam se preparando para a copa e escrevendo recados em inglês!
Ps: e se vc pensa que depois disso lavei o carro, vc está enganado...
Meu carro está entrou em estágio “calamitoso” de sujeira...
Há dias, tenho observado que os lavadores de carro não têm me oferecido mais para dar aquela geral no veículo – ninguém mais diz: “Oh dona, vamo lavar hoje?”.
Pelo contrário. Quando estaciono, procuro pelo lavador na rua, mas logo eles se escondem atrás de outros carros (mais limpos que o meu). Ganhei até isenção de gorjeta, pois não me cobram mais!
Entretanto, esta história chegou a seu ápice na semana passada. Ao sair do trabalho, encontrei meu carro na rua (do jeito que eu o deixei lá), porém com um recado: um “ME LAVE!” escrito no vidro traseiro com a própria sujeira do carro... Um grito de misericórdia! “Me lave”! Ironicamente, achei o mááááximo que meu carro tinha se transformado em brinquedo dos meninos que passam na rua! Molecagem. Mas havia algo estranho naquele recado... tinha uma palavra que estava difícil de identificar. “Me lave p... l... e... a... s... e....”. “Please”?!?!?!? Como assim? Estes moleques estavam muito espertinhos. Sabiam até escrever em inglês! Uau! Curioso, mas quem mais poderia ser?!
Na manhã seguinte, quando cheguei ao trabalho, descobri que meus coleguinhas, com dó do meu carro, escreveram aquela súplica! Hehe
Por um momento, pensei que até os moleques já estavam se preparando para a copa e escrevendo recados em inglês!
Ps: e se vc pensa que depois disso lavei o carro, vc está enganado...
domingo, 15 de agosto de 2010
camera+celular
efinitivamente, os celulares com câmeras já provaram sua grande utilidade para mim – inclusive, desde a criação deste blog, ela ficou mais evidente. Eu não tenho que andar com dois equipamentos eletrônicos na bolsa (um celular e uma câmera), não corro o risco de estar com a máquina em casa quando mais preciso dela comigo, além de ter a possibilidade de registrar alguns momentos preciosos com considerável discrição. Citar-lhes-ei um exemplo corriqueiro.
Outro dia, caminhava pela rua enquanto pensava na vida, quando de repente, reparei que, em minha frente, havia um sujeito com uma mancha na calça... bem no popozão. Cheguei mais perto (discretamente, é claro) para ver. Aquela mancha não “era um pássaro, nem um avião” – era um super chicletes!!
Ao constatar esta (in)feliz situação,rapidamente, enviei a mão na bolsa para pegar meu celular e registrar o momento. (Nossa, eu não podia perder esta! Tinha que colocar no Idas e Vindas!) Com todo jeitinho e astúcia, consegui tirar uma foto do traseiro melecado (arhh!) sem levantar suspeitas!! (imagine se o sujeito vira e me vê com uma máquina fotográfica na mão, rindo e tirando uma foto da bunda dele??!! Com o celular, eu poderia pelo menos fingir que estava ligando, ou escrevendo uma inocente mensagem!)
Voltado ao chicletes, fiquei pensando quanto tempo iria levar para alguém dizer ao pobrezinho do traseiro que ele tinha sentado num chicletes... Quem seria a alma caridosa que lhe pouparia de mais algum constrangimento?
Não, não fui eu.
Outro dia, caminhava pela rua enquanto pensava na vida, quando de repente, reparei que, em minha frente, havia um sujeito com uma mancha na calça... bem no popozão. Cheguei mais perto (discretamente, é claro) para ver. Aquela mancha não “era um pássaro, nem um avião” – era um super chicletes!!
Ao constatar esta (in)feliz situação,rapidamente, enviei a mão na bolsa para pegar meu celular e registrar o momento. (Nossa, eu não podia perder esta! Tinha que colocar no Idas e Vindas!) Com todo jeitinho e astúcia, consegui tirar uma foto do traseiro melecado (arhh!) sem levantar suspeitas!! (imagine se o sujeito vira e me vê com uma máquina fotográfica na mão, rindo e tirando uma foto da bunda dele??!! Com o celular, eu poderia pelo menos fingir que estava ligando, ou escrevendo uma inocente mensagem!)
Voltado ao chicletes, fiquei pensando quanto tempo iria levar para alguém dizer ao pobrezinho do traseiro que ele tinha sentado num chicletes... Quem seria a alma caridosa que lhe pouparia de mais algum constrangimento?
Não, não fui eu.
domingo, 8 de agosto de 2010
É impressionante como a culpa é algo poderoso, e por isso, capaz de mudar a opinião de qualquer um em questões de segundos. Comecei a pensar nisso outro dia, no trânsito, em uma das minhas idas e vindas. Como pé quente que sou, me estressar com o motorista que está na minha frente é algo corriqueiro. Barbeiros, lerdos e imperitos, de forma em geral, deveriam ser banidos das ruas para todo o sempre. Sem dó nem piedade. Quando cruzo com um destes, eu xingo, buzino,tento uma ultrapassagem, amaldiçôo 3 gerações do infeliz. Faço tudo isso na certeza de que estou no meu direito de motorista, cidadã e pessoa que anda sempre atrasada por aí.
Porém, outro dia, percebi que uma certa cabeleira branca e um conjunto de rugas “atropelaram” meu estômago enquanto que eu estava em meu (merecido) ataque de ira motorizado. Eu destilei toda a minha raiva contra (imaginem) um adorável velhinho – daqueles tipo Seu Firmino, porteiro do Carrossel. Ele dirigia seu carro, talvez na mesma marcha que conduziriam seus próprios passos, tomando o maior cuidado com os buracos e poças d’agua e eu só fui capaz de apressá-lo e, insensivelmente, passar por cima dele. Ai, que vergonha. Quase morri de dor no coração e de vergonha dos meus pais, das minhas queridas e vigorosas avós.
Agora, antes de xingar ou buzinar, procuro olhar bem para ver se o motorista não é nenhum velhinho. O problema é que não ando enxergando muito bem mais. Acho que a idade está chegando... Por acaso, você teria um bom médico para me indicar, meu filho?
Porém, outro dia, percebi que uma certa cabeleira branca e um conjunto de rugas “atropelaram” meu estômago enquanto que eu estava em meu (merecido) ataque de ira motorizado. Eu destilei toda a minha raiva contra (imaginem) um adorável velhinho – daqueles tipo Seu Firmino, porteiro do Carrossel. Ele dirigia seu carro, talvez na mesma marcha que conduziriam seus próprios passos, tomando o maior cuidado com os buracos e poças d’agua e eu só fui capaz de apressá-lo e, insensivelmente, passar por cima dele. Ai, que vergonha. Quase morri de dor no coração e de vergonha dos meus pais, das minhas queridas e vigorosas avós.
Agora, antes de xingar ou buzinar, procuro olhar bem para ver se o motorista não é nenhum velhinho. O problema é que não ando enxergando muito bem mais. Acho que a idade está chegando... Por acaso, você teria um bom médico para me indicar, meu filho?
quinta-feira, 22 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
gêmeos siamêses
Acabei de ter uma notícia boa e engraçada ao mesmo tempo: fiquei sabendo que uma querida amiga - Senhorita Fernanda Avellar - e eu tivemos a mesma idéia a mais ou menos 6 meses atrás e ambas criamos um blog sobre viagens, sobre idas e vindas. Não satisfeitas, escolhemos até o mesmo fundo para a página!! heheh
estou falando do blog : http://comescala.blogspot.com/
Confiram!!
(bjs para a fê!)
estou falando do blog : http://comescala.blogspot.com/
Confiram!!
(bjs para a fê!)
Sempre que vôo, passo e vejo situações muito típicas de momentos de trânsito. Listo algumas que considero clássicas e (às vezes) engraçadas.
- Os comportamentos de homens e mulheres no avião são bem diferentes. Geralmente (claro que existem exceções), os rapazes e senhores sentam-se e rapidamente se acomodam – pegam um livro para ler, viram para o lado e dormem, ficam de olho na janela. Absolutamente ao contrário, senhoras e mocinhas são capazes de realizar várias atividades em um simples vôo BH-São Paulo (ou seja, curto). Já observei que as duas atividades mais freqüentes são:
1º Lugar – Arrumar a bolsa: esta é a hora perfeita de jogar fora os canhotos de cartão de crédito e notas fiscais do fundo da bolsa; de guardar as moedinhas soltas na carteira ou no porta-níqueis; de fazer anotações passadas e futuras da agenda; de procurar (e abrir) a caixinha de chicletes que recebeu de troco e de ....
(que rufem os tambores)
2º Lugar – Pegar aquele pequeno espelho, dar uma conferida no visual e RETOCAR A MAQUILAGEM! Os itens mais usados são o baton, o blush e uma penteadinha no cabelo. É batata!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
cores
Oi!
ontem postei sobre as flores nas ruas. Sem dúvida, elas são responsáveis por colorir a cidade, entretanto, tenho observado que os tons vão além da natureza - as cores têm se tornado um opção das pessoas. Nas roupas, nos acessórios, nas fachadas das ruas e, mais recentemente, nos carros!
O novo fiat uno que o diga!
Menos "post it" e mais "Minas gás", fotografei este Cross Fox. Gostou?
ontem postei sobre as flores nas ruas. Sem dúvida, elas são responsáveis por colorir a cidade, entretanto, tenho observado que os tons vão além da natureza - as cores têm se tornado um opção das pessoas. Nas roupas, nos acessórios, nas fachadas das ruas e, mais recentemente, nos carros!
O novo fiat uno que o diga!
Menos "post it" e mais "Minas gás", fotografei este Cross Fox. Gostou?
quinta-feira, 15 de julho de 2010
ipês
tem dias que estou fotografando a cidade de BH!
tá valendo a pena levantar a cabeça e olhar para as árvores floridas...
esta é da praça da liberdade, em um domingo de tarde. Delícia!
tá valendo a pena levantar a cabeça e olhar para as árvores floridas...
esta é da praça da liberdade, em um domingo de tarde. Delícia!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
ainda sobre o filme
Ainda sobre o filme “viajo porque preciso, volto porque te amo”, fiquei pensado: mais importante do que ir, é voltar. Digo isso porque é na volta, que as coisas se concretiza, que elas acontecem.
Vc só vai a Lua se for e voltar. Sua viagem só vale a pena, se vc chegar dela – caso contrário, ela não termina e vc continua em suspenso.
Não é à toa que dizemos que alguém “viaja na maionese” e não que alguém “chega na maionese”.
Vc só vai a Lua se for e voltar. Sua viagem só vale a pena, se vc chegar dela – caso contrário, ela não termina e vc continua em suspenso.
Não é à toa que dizemos que alguém “viaja na maionese” e não que alguém “chega na maionese”.
terça-feira, 6 de julho de 2010
retificação - VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO
Há alguns dias, postei no blog esta frase (“viajo porque preciso, volto porque te amo”). Um tempo depois, descobri que ela é, originalmente, o título de um filme brasileiro recém lançado e, atualmente, em cartaz em belo horizonte. É claro que fui ver.
Meu interesse não foi só pelo título (por mais baranga que seja a frase, gosto dela), mas também porque imaginei que o enredo seria interessante e altamente ligado ao objetivo deste blog – publicar reflexões que surgem nos momentos de “idas e vindas”, de viagem, de trânsito.
De fato, o personagem principal (do qual só se conhece a voz) parte para uma viagem a trabalho de 30 dias pelo interior do Ceará e, pelo caminho, pensa muito em sua “galega”, em seu casamento e no que vê pela frente (as realidades chocantes, a solidão, a saudade, as falhas tectônicas, etc). Da mesma forma que neste blog, a viagem é vista como um momento para pensar, para perceber detalhes e características do que nos cerca, de sentir saudades de casa, etc.
Devo confessar que o resultado final foi um pouco decepcionante: filme um pouco lento (como quase todas as obras que falam sobre o nordeste, “Viajo porque preciso” é árido, calado e monótono com a própria paisagem), sem profundidade. O que mais me deixou intrigada, entretanto foi o final. Quando você acha que o filme está chegando em seu clímax, ele acaba de repente – sem “quê nem pra quê”. Sinceramente, fiquei parada na cadeira do cinema, vendo o letreiro passar, mas sem entender, pois, para mim, o filme não tinha terminado. Não sei se estou conseguindo ser clara... talvez só indo assistir para entender, mas para mim, o filme acabou mesmo não tendo chegado ao seu fim.
Depois, quando cheguei em casa, compreendi esta situação melhor. Realmente, a história do filme não chegou ao fim. O personagem acabou de se encontrar, de entender o real motivo de sua viagem e para que aquilo tudo lhe servia. Na verdade, é justamente por isso que o filme não poderia acabar, mas, é exatamente por este mesmo motivo que ele acaba: é porque ali começou outra coisa.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
tempos modernos
Pela primeira vez, tive um vôo cancelado hoje. sem motivos aparentes, a companhia aérea resolveu que o avião não vinha mais para o aeroporto onde estou.
Nosso vôo de 8:49 foi para............ 12:04. brincadeira, né?
O jeito foi procurar um lugar para sentar e correr atrás do tempo perdido (ou melhor, do tempo que está correndo mais rápido do que eu).
Por causa disso, estou sentada em um restaurante em que ninguém come - só digita.
90% das pessoas sentadas (inclusice eu) estão de olho nas telas, com suas orelhas grudadas em telefones multifuncinais e com as cabeças beeeeem longe daqui.
Muito doido.
Tô achando que garçon vai virar uma profissão em extinção.
Nosso vôo de 8:49 foi para............ 12:04. brincadeira, né?
O jeito foi procurar um lugar para sentar e correr atrás do tempo perdido (ou melhor, do tempo que está correndo mais rápido do que eu).
Por causa disso, estou sentada em um restaurante em que ninguém come - só digita.
90% das pessoas sentadas (inclusice eu) estão de olho nas telas, com suas orelhas grudadas em telefones multifuncinais e com as cabeças beeeeem longe daqui.
Muito doido.
Tô achando que garçon vai virar uma profissão em extinção.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
tricontando
Sempre que viajo, coloco na mala itens que ajudam a passar o tempo.
Pensei em alguns:
- Um livro (quase nuuuunca leio. Enjoo no avião e no hotel, acabo ou saindo ou vendo tv. Mas mesmo assim, levo.)
- Tocador de música (no celular, no ipod, etc)
- laptop (geralmente com fins de trabalho);
Mas ultimamente, o bloco de anotações tem sido super útil para anotar as idéias e idas e vindas do pensamento. Além disso, nunca se sabe quando o santo vai baixar e me inspirar para escrever um romance de 200 páginas!
Será que quando eu for velhinha, vou fazer tricô na sala de embarque??
Pensei em alguns:
- Um livro (quase nuuuunca leio. Enjoo no avião e no hotel, acabo ou saindo ou vendo tv. Mas mesmo assim, levo.)
- Tocador de música (no celular, no ipod, etc)
- laptop (geralmente com fins de trabalho);
Mas ultimamente, o bloco de anotações tem sido super útil para anotar as idéias e idas e vindas do pensamento. Além disso, nunca se sabe quando o santo vai baixar e me inspirar para escrever um romance de 200 páginas!
Será que quando eu for velhinha, vou fazer tricô na sala de embarque??
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