(anotações feitas em uma viagem rescente)
Estou aqui no terminal de barcos e acaba de chegar um grupo de cerca de 30 adolecentes japoneses / orientais. Além das espinhas na cara, todos têm muitas câmeras digitais e ipods nas mãos. Alguns usam óculos (daqueles de acetato quadrado).
O que mais me impressiona no grupo é o fato de estarem conversando e, mesmo assim, conseguirem ser tão silenciosos. Respeitosos. Fico pensando que se fossem brasileiros, eu não estaria conseguindo escutar nem o som do meu pensamento neste momento...
Pausa para a observação.
Pronto. Do mesmo jeito que chegaram, se foram.
Viva a diferença entre os povos.
domingo, 14 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
A caminho do aeroporto
O aeroporto internacional do Uruguai fica em uma cidade próxima a Montevideo, chamada Carrasco e, por isso, é um pouco afastado do centro / onde tudo acontece. Quando chegou minha hora de ir embora da capital uruguaia, resolvi ir ao aeroporto em um ônibus local, que sai de uma espécie de rodoviária de Montevideo - ou seja, nada de táxi nem vans alugadas.
Esta escolha significa que eu gastaria cerca de 1 hora para chegar ao terminal - tudo bem e dentro da média, se comparada a BH-Confins, Sao Paulo-Guarulhos, etc. Entretanto, o que eu não esperava era que o trajeto fosse ser marcado/recheado pela presença massiva de vendedores ambulantes entrando e saindo do ônibus a cada minuto. Foram tantos que ficou até engraçado (na verdade, ninguém estava ali de brincadeira ou para se divertir, pelo contrário, mas a intensidade chamou a atenção) e achei que valia fazer um registro. Imaginem a situação:
1) dois homens com violão entram no ônibus na parada número 3 e tocam suas músicas para levantar uma "plata";
2) os músicos saem no ponto 4, e, imediatamente, entra um vendedor de meias. Na minha tradução livre, eram "meias esportivas, meias calças, meias soquetes, meias para homens e mulheres, meias para meninos e meninas. meias de todos os tipos e todos os gostos".
3) uma parada a frente - ponto 5 - se aproxima um vendedor de carteiras de couro, que chega a colocar o pé na escadinha do ônibus. Porém, vendo que a concorrência estava a bordo (o vendedor de meias), pede desculpas ao motorista e dá meia volta;
4) no ponto 6, desce o vendedor de meias e subem duas garotas oferencendo condimentos em um pacotinho costurado por elas e outras meninas de uma associação de menores abandonados. Segundo a fala de uma delas, "são 40 meninas que foram abusadas sexualmente e/ou se recuperam do uso de drogas" (novamente, traduçao livre). A dulpa fica uns 3 pontos dentro do ônibus e aproveitam para falar mais sobre a associação para uma tia q tinha um caso complicado na família;
5) por volta do ponto de número 10, entra mais uma doninha, carregada de mil coisas pregadas em uma espécie de arara: piranhas de cabelo, cordinhas para crachá, capa para celulares e bugingangas em geral. Me chama a atenção, o ritmo com que a moçinha fala, tipo para memorizar. Nanananana nanananana e nana na nana. Nanananana nanananana e nana na nana. Coitadinha. Esta nao vende nada, tadinha...
Esta escolha significa que eu gastaria cerca de 1 hora para chegar ao terminal - tudo bem e dentro da média, se comparada a BH-Confins, Sao Paulo-Guarulhos, etc. Entretanto, o que eu não esperava era que o trajeto fosse ser marcado/recheado pela presença massiva de vendedores ambulantes entrando e saindo do ônibus a cada minuto. Foram tantos que ficou até engraçado (na verdade, ninguém estava ali de brincadeira ou para se divertir, pelo contrário, mas a intensidade chamou a atenção) e achei que valia fazer um registro. Imaginem a situação:
1) dois homens com violão entram no ônibus na parada número 3 e tocam suas músicas para levantar uma "plata";
2) os músicos saem no ponto 4, e, imediatamente, entra um vendedor de meias. Na minha tradução livre, eram "meias esportivas, meias calças, meias soquetes, meias para homens e mulheres, meias para meninos e meninas. meias de todos os tipos e todos os gostos".
3) uma parada a frente - ponto 5 - se aproxima um vendedor de carteiras de couro, que chega a colocar o pé na escadinha do ônibus. Porém, vendo que a concorrência estava a bordo (o vendedor de meias), pede desculpas ao motorista e dá meia volta;
4) no ponto 6, desce o vendedor de meias e subem duas garotas oferencendo condimentos em um pacotinho costurado por elas e outras meninas de uma associação de menores abandonados. Segundo a fala de uma delas, "são 40 meninas que foram abusadas sexualmente e/ou se recuperam do uso de drogas" (novamente, traduçao livre). A dulpa fica uns 3 pontos dentro do ônibus e aproveitam para falar mais sobre a associação para uma tia q tinha um caso complicado na família;
5) por volta do ponto de número 10, entra mais uma doninha, carregada de mil coisas pregadas em uma espécie de arara: piranhas de cabelo, cordinhas para crachá, capa para celulares e bugingangas em geral. Me chama a atenção, o ritmo com que a moçinha fala, tipo para memorizar. Nanananana nanananana e nana na nana. Nanananana nanananana e nana na nana. Coitadinha. Esta nao vende nada, tadinha...
(imagem meramente ilustrativa)
terça-feira, 9 de agosto de 2011
vídeos lindos!!
Segundo o site http://www.updatedordie.com/ , seguem 3 vídeos que trazem motivo suficiente para vc se levantar da cadeira e viver a vida por aí!
http://vimeo.com/27243869 - EAT
http://vimeo.com/27244727 - LEARN
http://vimeo.com/27246366 - MOVE
http://vimeo.com/27243869 - EAT
http://vimeo.com/27244727 - LEARN
http://vimeo.com/27246366 - MOVE
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Dica Literária - Parte III
O último poema
"Enquanto me davam a extrema-unção,
Eu estava distraído...
Ah, essa mania incorrigível de estar pensando sempre noutra coisa!
Aliás, tudo é sempre outra coisa
- segredo da poesia -
E, enquanto a voz do padre zumbia como um besouro,
Eu pensava era nos meus primeiros sapatos
Que continuavam andando, que continuam andando,
Até hoje
Pelos caminhos deste mundo."
Mário Quintana
"Enquanto me davam a extrema-unção,
Eu estava distraído...
Ah, essa mania incorrigível de estar pensando sempre noutra coisa!
Aliás, tudo é sempre outra coisa
- segredo da poesia -
E, enquanto a voz do padre zumbia como um besouro,
Eu pensava era nos meus primeiros sapatos
Que continuavam andando, que continuam andando,
Até hoje
Pelos caminhos deste mundo."
Mário Quintana
domingo, 7 de agosto de 2011
Uma aventura mucho loca
Olás!
Sempre escrevo aqui no blog sobre as coisas que penso enquanto estou viajando / em trânsito de forma geral porque acho que estes são momentos especiais.
Queria recomendar outro blog muito legal, que elevou a máxima potência a idéia de documentar um momento de trânsito. Na verdade, estou falando de um registro de uma aventura intensa, que exigiu preparação física, mental e técnica de meses dos participantes e que resultou em algo muito bacana.
Acessem o http://www.firstmountain.blogspot.com/
Mas atenção: começem a leitura dos posts mais antigos para os mais novos. Isso porque, se vc for com muita sede ao pote, corre o risco de perder o mais interessante: o processo da viagem.
Ver o topo não é a questão aqui. O lance é até chegar lá - sem nenhuma analogia.
Ps: Parábens Leo, Bruno, James, Gira e Caê!! Estou doida para ver o documentário!
Sempre escrevo aqui no blog sobre as coisas que penso enquanto estou viajando / em trânsito de forma geral porque acho que estes são momentos especiais.
Queria recomendar outro blog muito legal, que elevou a máxima potência a idéia de documentar um momento de trânsito. Na verdade, estou falando de um registro de uma aventura intensa, que exigiu preparação física, mental e técnica de meses dos participantes e que resultou em algo muito bacana.
Acessem o http://www.firstmountain.blogspot.com/
Mas atenção: começem a leitura dos posts mais antigos para os mais novos. Isso porque, se vc for com muita sede ao pote, corre o risco de perder o mais interessante: o processo da viagem.
Ver o topo não é a questão aqui. O lance é até chegar lá - sem nenhuma analogia.
Ps: Parábens Leo, Bruno, James, Gira e Caê!! Estou doida para ver o documentário!
domingo, 31 de julho de 2011
imprecisão
Buenas
Não é a toa que a TV perde cada vez mais seu espaço para a Internet. Digo isso porque minhas minhas idas e vindas através do PC têm sido muito mais construtivas do que as inscursões de posse do controle remoto.
Trago um exemplo do que encontrei por aí e que acho que vale a pena compartilhar: um vídeo (ou melhor, 1 dividido em duas partes) sobre as diferenças entre ser vago e ser preciso - duelo que reflete o distanciamento entre o pensamento ocidental e o oriental. Quem apresenta a reflexão é Allan Watts, um filósofo inglês que conhece o oriente a fundo e que apresenta a busca pela precisão, exatidão e a lógica - tão presente no dia-a-dia - como algo "morto", incapaz de trazer uma visão completa sobre a realidade.
O primeiro vídeo é especialmente bacana: olhar de forma "precisa" é como cortar a natureza/a vida com uma faca. Só trás mais inexatidão e "conhecimento morto".
Assistam (e ainda aproveite para praticar o inglês)!!
Vídeo 1: http://www.youtube.com/watch?v=ZgBo6UeImBA&feature=related
Vídeo 2: http://www.youtube.com/watch?v=wToa7pCo_DU&feature=player_embedded
Destaque para a última frase do 2º vídeo (SE VC QUER TER A SURPRESA E ASSISITIR O VÍDEO TODO, É MELHOR PARAR DE LER AGORA): "o mistério da vida não é uma questão que deve ser solucionada, mas sim uma realidade a ser vivida."
Bom, fica para vc, leitor, pensar neste assunto quando estiver em trânsito, em uma de suas idas e vindas. :)
Não é a toa que a TV perde cada vez mais seu espaço para a Internet. Digo isso porque minhas minhas idas e vindas através do PC têm sido muito mais construtivas do que as inscursões de posse do controle remoto.
Trago um exemplo do que encontrei por aí e que acho que vale a pena compartilhar: um vídeo (ou melhor, 1 dividido em duas partes) sobre as diferenças entre ser vago e ser preciso - duelo que reflete o distanciamento entre o pensamento ocidental e o oriental. Quem apresenta a reflexão é Allan Watts, um filósofo inglês que conhece o oriente a fundo e que apresenta a busca pela precisão, exatidão e a lógica - tão presente no dia-a-dia - como algo "morto", incapaz de trazer uma visão completa sobre a realidade.
O primeiro vídeo é especialmente bacana: olhar de forma "precisa" é como cortar a natureza/a vida com uma faca. Só trás mais inexatidão e "conhecimento morto".
Assistam (e ainda aproveite para praticar o inglês)!!
Vídeo 1: http://www.youtube.com/watch?v=ZgBo6UeImBA&feature=related
Vídeo 2: http://www.youtube.com/watch?v=wToa7pCo_DU&feature=player_embedded
Destaque para a última frase do 2º vídeo (SE VC QUER TER A SURPRESA E ASSISITIR O VÍDEO TODO, É MELHOR PARAR DE LER AGORA): "o mistério da vida não é uma questão que deve ser solucionada, mas sim uma realidade a ser vivida."
Bom, fica para vc, leitor, pensar neste assunto quando estiver em trânsito, em uma de suas idas e vindas. :)
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Vi por aí - Puertas de Montevideo / Puertas de Colonia Del Sacramento
Buenas Noches!
Na minha última deliciosa viagem, tomei conhecimento de um trabalho / uma idéia que achei super legal. O fotógrafo Gonzalo Rodriguez Fábregas montou posters só com fotos de portas de uma cidade. À primeira vista, este resumo parece fazer referência a algo simples demais para ser bacana, mas o resultado é interessante. Veja uma foto abaixo para entenderem melhor do que estou falando:
Achei interessante que pelas fotos das portas (um pequeno fragmento da arquitetura, do estilo da cidade - é possível entender sobre a identidade / espírito do lugar. Fiquei pensando que dá para fazermos o mesmo com janelas, cadeiras, postes de luz, etc das cidades onde visitamos. Na verdade, acho que é mais uma questão de estar com o olhar aberto para descobrir estas peculiaridades dos lugares por onde a gente passa.
Quem estiver interessado, entre no site do cara (http://www.elapapacho.com.uy/afiches.php) ou aproveite uma foto clandestina que tirei com o e-mail ele para entrar em contato!
Quem gostou do assunto do post, dê uma olhada no que foi publicado aqui no idasevindasdemirilim no dia 21/06/2011!
Na minha última deliciosa viagem, tomei conhecimento de um trabalho / uma idéia que achei super legal. O fotógrafo Gonzalo Rodriguez Fábregas montou posters só com fotos de portas de uma cidade. À primeira vista, este resumo parece fazer referência a algo simples demais para ser bacana, mas o resultado é interessante. Veja uma foto abaixo para entenderem melhor do que estou falando:
Achei interessante que pelas fotos das portas (um pequeno fragmento da arquitetura, do estilo da cidade - é possível entender sobre a identidade / espírito do lugar. Fiquei pensando que dá para fazermos o mesmo com janelas, cadeiras, postes de luz, etc das cidades onde visitamos. Na verdade, acho que é mais uma questão de estar com o olhar aberto para descobrir estas peculiaridades dos lugares por onde a gente passa.
Quem estiver interessado, entre no site do cara (http://www.elapapacho.com.uy/afiches.php) ou aproveite uma foto clandestina que tirei com o e-mail ele para entrar em contato!
Quem gostou do assunto do post, dê uma olhada no que foi publicado aqui no idasevindasdemirilim no dia 21/06/2011!
sexta-feira, 8 de julho de 2011
momento cachorro
Momento cachorro: na fila para o raio x, uma estrangeira encontra um cartao de embarque perdido no chao e sai perguntando para as pessoas: "have you lost this?" e uma brasileira, com um oculos na cabeça responde:"que? Bariloche? Nao..." a extrangeira q nao entendeu nada, seguiu em frente. Guarulhos, 07/07/2011 * momento cachorro faz referencia aquele garotinho "pequeninho" que foi entrevistado pelo jornalista da globo em uma exposicao de dinossauros. "que cachorro que?? nao sou cachorro nao...."
segunda-feira, 4 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
a gente tem q ouvir cada coisa... rs
tem umas duas semanas que estou querendo compartilhar com vc, leitor do blog, a mais nova palavrada língua ingleza, criada por um comissário de bordo. O termo foi cunhado enquanto nos aproximávamos de Belo Horizonte exatamente no momento em que o profissional chamou a atenção dos passageiros:
"- Ladies and 'Jellymans' (...)"
Jellymans. JELLYMANS. J.E.L.L.Y.M.A.N.S!!! JEEEEEEEELLY
"- Ladies and 'Jellymans' (...)"
Jellymans. JELLYMANS. J.E.L.L.Y.M.A.N.S!!! JEEEEEEEELLY
terça-feira, 21 de junho de 2011
olha q legal
tem muita idéia boa por aí!!
Vi isso numa revista de bordo e achei um barato!
Uma artista chama Deborah Engels tira fotografias pelo mundo a partir de outras imagens. Segundo a reportagem, ela viaja com um zilhão de revistas e, tenta combinar esta imagem com a paisagem que está vendo na frente dela. Uma imagem dentro da imagem, dentro do quadro.
è tão perfeito, que até se duvida se é verdade mesmo. Mas acho que o lance aqui não é se é verdade - é que a idéia é muito boa! Afinal de contas, quantas vezes a gente viaja e/ou vê uma cena que nos faz lembrar de algum outro lugar, ou alguém ou de uma sensação?...
Acho que esta é a idéia por trás deste trabalho (se não for, fica aí a minha interpretação).
Tente fazer esta sobreposição de imagens vc tb! Se quiser, eu publico aqui no idasevindas!
Eu tentei e achei mais difícil do que parece, mas é com certeza divertido.
Bjs,
Mirilim
Vi isso numa revista de bordo e achei um barato!
Uma artista chama Deborah Engels tira fotografias pelo mundo a partir de outras imagens. Segundo a reportagem, ela viaja com um zilhão de revistas e, tenta combinar esta imagem com a paisagem que está vendo na frente dela. Uma imagem dentro da imagem, dentro do quadro.
è tão perfeito, que até se duvida se é verdade mesmo. Mas acho que o lance aqui não é se é verdade - é que a idéia é muito boa! Afinal de contas, quantas vezes a gente viaja e/ou vê uma cena que nos faz lembrar de algum outro lugar, ou alguém ou de uma sensação?...
Acho que esta é a idéia por trás deste trabalho (se não for, fica aí a minha interpretação).
Tente fazer esta sobreposição de imagens vc tb! Se quiser, eu publico aqui no idasevindas!
Eu tentei e achei mais difícil do que parece, mas é com certeza divertido.
Bjs,
Mirilim
segunda-feira, 20 de junho de 2011
No meio do caminho, tinha do Seu Antônio
Seguem anotações e devaneios sobre Seu Antônio, o entrevistado de número 2,5 do www.idasevindasdemirilim.blogspot.com – só não foi entrevistado de número 3 porque não consegui registrar tudo que esta figura falou ao longo do trajeto Avenida Presidente Vargas – Aeroporto do Galeão, Rio, na última sexta-feira.
PERFIL:
- Cearense;
- Viúvo;
- Taxista;
- Morador do Rio de Janeiro a mais 15 anos.
“Momentos de sabedoria” com Seu Antônio, o taxista:
1) Defensor da seguinte teoria: mulher que entra no táxi e começa a falar mal do marido, é porque está querendo algum tipo de “assistência”... se ela se sentar no banco da frente então... pode saber!! Tá querendo meter um par de chifres na cabeça do homem! Seu Antônio mesmo contou que já levou uma para tomar uma cerveja depois do expediente...
2) Os homens que sentam na frente também chamam atenção, especialmente aqueles que entram e, com a mão na coxa no Seu Antônio dizem: “como vai, capitão?”... destes, nosso amigo taxista não curti muito não.
3) Ele tenta manter o profissionalismo a toda prova, inclusive quando casais pedem para que ele os leve a motéis... que sinuca de bico! Segundo nosso amigo, as atividades começam logo no banco de trás do táxi mesmo!
4) “Ah, aqui [no táxi] senta de tudo... é prostituta, é viado, é picareta... senta de tudo...”
5) Existe o lado oposto da situação: tem alguns taxistas que são meio tarados... outro dia a filha dele foi assediada por um taxista, que interpretou errado sua simpatia e fez uma investida mal sucedida. E, pelo que o Seu Antonio contou, foi uma investida agressiva! “Ah, mas se eu descubro a ‘praca’ deste homem, eu dou sinal e no meio do caminho, eu vou com a faca no pescoço dele!” – como não lembrar do away de Petrópolis, estrela brasileira, com o célebre jargão “lambina do pescoço”!!!!
PERFIL:
- Cearense;
- Viúvo;
- Taxista;
- Morador do Rio de Janeiro a mais 15 anos.
“Momentos de sabedoria” com Seu Antônio, o taxista:
1) Defensor da seguinte teoria: mulher que entra no táxi e começa a falar mal do marido, é porque está querendo algum tipo de “assistência”... se ela se sentar no banco da frente então... pode saber!! Tá querendo meter um par de chifres na cabeça do homem! Seu Antônio mesmo contou que já levou uma para tomar uma cerveja depois do expediente...
2) Os homens que sentam na frente também chamam atenção, especialmente aqueles que entram e, com a mão na coxa no Seu Antônio dizem: “como vai, capitão?”... destes, nosso amigo taxista não curti muito não.
3) Ele tenta manter o profissionalismo a toda prova, inclusive quando casais pedem para que ele os leve a motéis... que sinuca de bico! Segundo nosso amigo, as atividades começam logo no banco de trás do táxi mesmo!
4) “Ah, aqui [no táxi] senta de tudo... é prostituta, é viado, é picareta... senta de tudo...”
5) Existe o lado oposto da situação: tem alguns taxistas que são meio tarados... outro dia a filha dele foi assediada por um taxista, que interpretou errado sua simpatia e fez uma investida mal sucedida. E, pelo que o Seu Antonio contou, foi uma investida agressiva! “Ah, mas se eu descubro a ‘praca’ deste homem, eu dou sinal e no meio do caminho, eu vou com a faca no pescoço dele!” – como não lembrar do away de Petrópolis, estrela brasileira, com o célebre jargão “lambina do pescoço”!!!!
(Para quem não conhece o away ou quer revê-lo, segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=E12liKusESA )
segunda-feira, 30 de maio de 2011
No meio do caminho tinha o Robert
Dando andamento a série de entrevistas iniciadas com Roldinei – veja post do dia 21 de Março 2011 – fiz questão de escolher a dedo o próximo entrevistado.
Ele é com certeza, uma pessoa única, que desperta a simpatia por onde quer que passe.
Um “Guerreiro Medieval”, ou melhor, um guerreiro da Amazônia, que veio a Belo Horizonte estudar, trabalhar e se preparar para fazer o que ama.
Da Amazônia para o mundo, este é o Robert Silva Santos.
Seus projetos não são modestos. Para este ano, ele espera escrever seu 4º livro e quer transformar as histórias dos 3 primeiros (“Guerreiros Medievais”) em filme.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
(como já dito, o texto foi produzido a partir da entrevista, dos buracos da minha memória e da minha interpretação livre)
M – Robert, vamos começar do começo: quantos anos você tem?
R – 24 anos, mas com cara de 17!
M – Como e por que você resolveu vir a Belo Horizonte?
R – Vim para cá porque quero estudar Cinema. Tenho um projeto de transformar meu livro em filme, então agora eu estou estudando para passar na federal. Meu amigo, que é daqui, é que falou para eu vir para cá, que a cidade era boa. Eu ia até morar com este meu amigo, mas na época que eu vim, deu tudo errado. Ele se mudou de BH e foi para os Estados Unidos trabalhar em um jornal, então eu tive que encontrar outro lugar para morar. Também tenho um irmão que mora aqui, mas eu não gosto dele não. Prefiro não procurar ele porque não me dou muito bem com ele porque ele é meu irmão por parte de pai.
(Comentário de Mirilim: é assim mesmo gente, sem pausa nenhuma).
M – E onde / com quem vc mora agora?
R – Ah, agora, moro com uma professora de português e dança e outro menino que estuda na FUMEC.
M – Mas como vc conheceu eles aqui?
R – Vi um anúncio – um cartazinho – no restaurante onde eu almoço de vez em quando. Aí, eles estavam procurando alguém para dividir o apartamento e eu fui.
M – Mas vc não teve medo?? Vc não conhecia estas pessoas e morar junto é algo complicado...
R – É verdade. Eu ficava pensando “Meu Deus, será que eu vou dar conta de morar com estas pessoas?” mas hoje eu gosto... Eles está fizeram um aniversário surpresa para mim outro dia. É. Compraram bolo e tudo. Chorei muito este dia. Eu adoro chorar...
M – É mesmo? Então vc deve chorar vendo filmes?
R – Choro... você já viu Harry Potter? Pois é eu chorei vendo este... Quando mataram o amigo do Harry (me esqueci o nome dele), eu não gostei não...
M – Vc já conhece o www.idasevindasdemirilim.blogspot.com , né?
R – Já sim. Aquele dia que você me falou, eu entrei para ver. Morri de ir daquele dia que você falou que escutou a conversa do homem da fila. Eu também faço isso: escuto a conversa dos outros! Uma vez, entrei na conversa de uma moça da fábrica (onde ele trabalhava antes) com as amigas dele. Ela tava contando um não sei o que lá do marido ele e eu não aguentei e disse que achava que isso que o marido dela fazia era errado. Ela não gostou muito não... Me chamou de enxerido (por que será??).
M – E Belo Horizonte para vc? É seu trânsito ou seu destino?
R – Ah... para Manaus eu não voltou – só para visitar... Mas não sei mais para onde eu vou não... Talvez Los Angeles, por causa do filme. Belo Horizonte é meu trânsito. De 0 a 100, aqui é o Km 50.
M – O que vc acha da cidade?
R – Esta cidade marca muita coisa para mim. Oh, para começar, acho que fiquei mais maduro. Lá em Manaus, com meus amigos e minha família, eu era sempre muito protegido... outro dia eu adoeci aqui em Belo Horizonte (Robert queimou a perna muito sério). Foi horrível. Eu achei que ia morrer sozinho em casa! Isso é triste! Mas tirando este dia, eu gosto de andar sozinho aqui... todo sábado eu saio. As meninas do trabalho ficam perguntando e eu falo com elas que eu vou ao cinema sozinho. (...) A solidão inspira, sabia? É. Aqui em Belo Horizonte, eu escrevo mais.
Mas eu gosto da cidade. Eu adoro ver que, a uma hora da manhã, ainda tem barzinho aberto na rua! Lá em Manuas, parece que a meia noite, toca o relógio e o povo sai correndo para casa... Aqui parece que a cidade não pára! (pergunte se algum belo-horizontino concorda com isso!! Se achar alguém te dou um doce!)
M – Além do cinema, onde você gosta de ir?
R – Ah, eu gosto de ir no Parque das Mangabeiras. Acho que, por ser de Manaus, eu me sinto bem, com verde perto de mim. Sentar de baixo de uma árvore me faz muito bem. Eu fico ali de baixo pensando um teeempão.
M – Como e porque você começou a escrever?
R – Eu comecei escrevendo umas aventuras para meu grupo de amigos e eu jogarmos RPG (para quem não conhece, o esquema do RPG é o seguinte: antes de começar a jogar, uma aventura / uma história é definida e ela vai se modificando a partir de como o jogo caminha e da sorte dos jogadores / personagens. Na grande maioria das vezes, as histórias têm temas medievais, com bastante magia e figuras fantásticas). Meus amigos que me estimularam. Aí eu comecei e não parei... tinha vez que eu está sonhava com os personagens, acredita?
M – E o qual autoral são suas histórias?
R – Se as histórias são minhas??
M – Que são suas, eu sei – vc as escreve. Mas quero saber o quanto de você tem no guerreiro, no personagem.
R – Ah, tem tudo. Por exemplo, a moral deste livro que vai virar filme, é que a gente nunca deve confiar demais nas pessoas que estão muito próximas de você. Escrevi isso porque tenho uma história de traição – experiência própria. Tem sempre um Judas no meio, sabe? Esta minha história é que uma amiga, para quem eu contava tudo da minha adolescência, foi e falou para todo mundo meus segredos. Por isso que o livro tem uma vilã. Além do que a vilã, é sempre mais legal que o vilão, né?
M – Por quê?
R – Porque o vilão pode ser mal, ele mata e faz maldade e pronto. A vilã não. Ela pode até matar, mas antes, ela induz, ela seduz. É igual a vilã da história: ela faz os outros fazerem as maldades que ela manda. Eu sou muito noveleiro – adoro. Vc lembra aquela novela da Flora? Eu gostava muito do vilanismo dela. Ela articulava, seduzia. Eu mesmo achava que a outra lá da história é que era a vilã...
Em agosto, vou começar a escrever o 4º livro sequência...
M – Achei que o 3º era o último da história.
R – Ele é, mas o 4º é um complemento. Os 3 primeiros, escreve usando a estrutura de “começo, meio e fim”. Mas o 4º vai ser um extra. E nele vai ter um super vilão – mais do que a vilã que te falei antes. Vou construir este vilã baseado nos meus irmãos –tive irmãos muito ruins – e na minha madrasta (mulher do meu avó, que me criou). Eu era muito sem liberdade. Mas em Janeiro de 2012, eu vou escrever meu primeiro livro contemporâneo. Um Romance. Um amigo meu me perguntou como é que eu vai escrever um romance se eu não namoro... ah, mas vou escrever assim mesmo.
M – Vc está sozinho atualmente?
R – Já faz um tempo, uns 2 anos. Ah não sei.
M – Mas a solidão é uma opção ou uma imposição?
R – Não dá para namorar e escrever. Com alguém, vc se distrai... e acho que eu prefiro escrever. Prefiro as histórias.
Acho que o amor esparra em você e te pega desprevenido... a hora que for...
M – E como você se descreveria para alguém?
R – Ahh, vou falar o que falam de mim, tá:
1) Eu falo muito;
2) Sou amante da vida: Se me mandassem escolher entre uma vida sem graça de 100 anos e outra de 50 anos, cheia de aventuras, eu iria escolher a mais curta (por que será que ele saiu de Manaus e veio para BH sozinho?? Qualquer semelhança com um guerreiro nas terras altas é mera coincidência...);
3) Sou curioso;
4) Sou burro – (como assim,Robert?!) é. Não sei nada de matemática! Hehe
5) Sou responsável.
M – Qual a primeira música que te vem à cabeça?
R – “Over come”, do Creed. Minha banda favorita.
M –E a segunda?
R – Creed também. “With arms wide open”. De braços bem abertos.
M – E o que mais você quer falar para mim?
R – Que meu filme preferido é O Senhor dos Anéis (O retorno do rei) e Titanic. Que minha cor preferida é preta. Que meu número da sorte é o 14 e que meu signo é gêmeos.
Obrigada, Robert!
(para quem ficou curioso(a) para conhecer mais sobre o Robert, acessem: www.guerreirosmedievaiss.blogspot.com)
Ele é com certeza, uma pessoa única, que desperta a simpatia por onde quer que passe.
Um “Guerreiro Medieval”, ou melhor, um guerreiro da Amazônia, que veio a Belo Horizonte estudar, trabalhar e se preparar para fazer o que ama.
Da Amazônia para o mundo, este é o Robert Silva Santos.
Seus projetos não são modestos. Para este ano, ele espera escrever seu 4º livro e quer transformar as histórias dos 3 primeiros (“Guerreiros Medievais”) em filme.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
(como já dito, o texto foi produzido a partir da entrevista, dos buracos da minha memória e da minha interpretação livre)
M – Robert, vamos começar do começo: quantos anos você tem?
R – 24 anos, mas com cara de 17!
M – Como e por que você resolveu vir a Belo Horizonte?
R – Vim para cá porque quero estudar Cinema. Tenho um projeto de transformar meu livro em filme, então agora eu estou estudando para passar na federal. Meu amigo, que é daqui, é que falou para eu vir para cá, que a cidade era boa. Eu ia até morar com este meu amigo, mas na época que eu vim, deu tudo errado. Ele se mudou de BH e foi para os Estados Unidos trabalhar em um jornal, então eu tive que encontrar outro lugar para morar. Também tenho um irmão que mora aqui, mas eu não gosto dele não. Prefiro não procurar ele porque não me dou muito bem com ele porque ele é meu irmão por parte de pai.
(Comentário de Mirilim: é assim mesmo gente, sem pausa nenhuma).
M – E onde / com quem vc mora agora?
R – Ah, agora, moro com uma professora de português e dança e outro menino que estuda na FUMEC.
M – Mas como vc conheceu eles aqui?
R – Vi um anúncio – um cartazinho – no restaurante onde eu almoço de vez em quando. Aí, eles estavam procurando alguém para dividir o apartamento e eu fui.
M – Mas vc não teve medo?? Vc não conhecia estas pessoas e morar junto é algo complicado...
R – É verdade. Eu ficava pensando “Meu Deus, será que eu vou dar conta de morar com estas pessoas?” mas hoje eu gosto... Eles está fizeram um aniversário surpresa para mim outro dia. É. Compraram bolo e tudo. Chorei muito este dia. Eu adoro chorar...
M – É mesmo? Então vc deve chorar vendo filmes?
R – Choro... você já viu Harry Potter? Pois é eu chorei vendo este... Quando mataram o amigo do Harry (me esqueci o nome dele), eu não gostei não...
M – Vc já conhece o www.idasevindasdemirilim.blogspot.com , né?
R – Já sim. Aquele dia que você me falou, eu entrei para ver. Morri de ir daquele dia que você falou que escutou a conversa do homem da fila. Eu também faço isso: escuto a conversa dos outros! Uma vez, entrei na conversa de uma moça da fábrica (onde ele trabalhava antes) com as amigas dele. Ela tava contando um não sei o que lá do marido ele e eu não aguentei e disse que achava que isso que o marido dela fazia era errado. Ela não gostou muito não... Me chamou de enxerido (por que será??).
M – E Belo Horizonte para vc? É seu trânsito ou seu destino?
R – Ah... para Manaus eu não voltou – só para visitar... Mas não sei mais para onde eu vou não... Talvez Los Angeles, por causa do filme. Belo Horizonte é meu trânsito. De 0 a 100, aqui é o Km 50.
M – O que vc acha da cidade?
R – Esta cidade marca muita coisa para mim. Oh, para começar, acho que fiquei mais maduro. Lá em Manaus, com meus amigos e minha família, eu era sempre muito protegido... outro dia eu adoeci aqui em Belo Horizonte (Robert queimou a perna muito sério). Foi horrível. Eu achei que ia morrer sozinho em casa! Isso é triste! Mas tirando este dia, eu gosto de andar sozinho aqui... todo sábado eu saio. As meninas do trabalho ficam perguntando e eu falo com elas que eu vou ao cinema sozinho. (...) A solidão inspira, sabia? É. Aqui em Belo Horizonte, eu escrevo mais.
Mas eu gosto da cidade. Eu adoro ver que, a uma hora da manhã, ainda tem barzinho aberto na rua! Lá em Manuas, parece que a meia noite, toca o relógio e o povo sai correndo para casa... Aqui parece que a cidade não pára! (pergunte se algum belo-horizontino concorda com isso!! Se achar alguém te dou um doce!)
M – Além do cinema, onde você gosta de ir?
R – Ah, eu gosto de ir no Parque das Mangabeiras. Acho que, por ser de Manaus, eu me sinto bem, com verde perto de mim. Sentar de baixo de uma árvore me faz muito bem. Eu fico ali de baixo pensando um teeempão.
M – Como e porque você começou a escrever?
R – Eu comecei escrevendo umas aventuras para meu grupo de amigos e eu jogarmos RPG (para quem não conhece, o esquema do RPG é o seguinte: antes de começar a jogar, uma aventura / uma história é definida e ela vai se modificando a partir de como o jogo caminha e da sorte dos jogadores / personagens. Na grande maioria das vezes, as histórias têm temas medievais, com bastante magia e figuras fantásticas). Meus amigos que me estimularam. Aí eu comecei e não parei... tinha vez que eu está sonhava com os personagens, acredita?
M – E o qual autoral são suas histórias?
R – Se as histórias são minhas??
M – Que são suas, eu sei – vc as escreve. Mas quero saber o quanto de você tem no guerreiro, no personagem.
R – Ah, tem tudo. Por exemplo, a moral deste livro que vai virar filme, é que a gente nunca deve confiar demais nas pessoas que estão muito próximas de você. Escrevi isso porque tenho uma história de traição – experiência própria. Tem sempre um Judas no meio, sabe? Esta minha história é que uma amiga, para quem eu contava tudo da minha adolescência, foi e falou para todo mundo meus segredos. Por isso que o livro tem uma vilã. Além do que a vilã, é sempre mais legal que o vilão, né?
M – Por quê?
R – Porque o vilão pode ser mal, ele mata e faz maldade e pronto. A vilã não. Ela pode até matar, mas antes, ela induz, ela seduz. É igual a vilã da história: ela faz os outros fazerem as maldades que ela manda. Eu sou muito noveleiro – adoro. Vc lembra aquela novela da Flora? Eu gostava muito do vilanismo dela. Ela articulava, seduzia. Eu mesmo achava que a outra lá da história é que era a vilã...
Em agosto, vou começar a escrever o 4º livro sequência...
M – Achei que o 3º era o último da história.
R – Ele é, mas o 4º é um complemento. Os 3 primeiros, escreve usando a estrutura de “começo, meio e fim”. Mas o 4º vai ser um extra. E nele vai ter um super vilão – mais do que a vilã que te falei antes. Vou construir este vilã baseado nos meus irmãos –tive irmãos muito ruins – e na minha madrasta (mulher do meu avó, que me criou). Eu era muito sem liberdade. Mas em Janeiro de 2012, eu vou escrever meu primeiro livro contemporâneo. Um Romance. Um amigo meu me perguntou como é que eu vai escrever um romance se eu não namoro... ah, mas vou escrever assim mesmo.
M – Vc está sozinho atualmente?
R – Já faz um tempo, uns 2 anos. Ah não sei.
M – Mas a solidão é uma opção ou uma imposição?
R – Não dá para namorar e escrever. Com alguém, vc se distrai... e acho que eu prefiro escrever. Prefiro as histórias.
Acho que o amor esparra em você e te pega desprevenido... a hora que for...
M – E como você se descreveria para alguém?
R – Ahh, vou falar o que falam de mim, tá:
1) Eu falo muito;
2) Sou amante da vida: Se me mandassem escolher entre uma vida sem graça de 100 anos e outra de 50 anos, cheia de aventuras, eu iria escolher a mais curta (por que será que ele saiu de Manaus e veio para BH sozinho?? Qualquer semelhança com um guerreiro nas terras altas é mera coincidência...);
3) Sou curioso;
4) Sou burro – (como assim,Robert?!) é. Não sei nada de matemática! Hehe
5) Sou responsável.
M – Qual a primeira música que te vem à cabeça?
R – “Over come”, do Creed. Minha banda favorita.
M –E a segunda?
R – Creed também. “With arms wide open”. De braços bem abertos.
M – E o que mais você quer falar para mim?
R – Que meu filme preferido é O Senhor dos Anéis (O retorno do rei) e Titanic. Que minha cor preferida é preta. Que meu número da sorte é o 14 e que meu signo é gêmeos.
Obrigada, Robert!
(para quem ficou curioso(a) para conhecer mais sobre o Robert, acessem: www.guerreirosmedievaiss.blogspot.com)
terça-feira, 17 de maio de 2011
idas e vindas versão tv
o canal GNT está com um programa novo, que se chama CHEGADAS E PARTIDAS. ele é apresentado pela Astrid (aqueeeeeela da MTV de mil anos atrás) e tem como tema, histórias de pessoas comuns que estão nos aeroportos do brasil.
Antes de fazer este post, dei uma olhada no site do programa e me peguei emocionada e sorrindo com o programada... http://gnt.globo.com/chegadasepartidas/Videos/_1483096.shtml
Assinado: Maria Manteiga!
ps: GNT, se quiserem, posso ser correspondente de vocês!!
fonte: revista da tam (capa carlos saldanha)
Antes de fazer este post, dei uma olhada no site do programa e me peguei emocionada e sorrindo com o programada... http://gnt.globo.com/chegadasepartidas/Videos/_1483096.shtml
Assinado: Maria Manteiga!
ps: GNT, se quiserem, posso ser correspondente de vocês!!
fonte: revista da tam (capa carlos saldanha)
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espera; BH - idas e vindas,
idas e vindas,
vi por aí
domingo, 15 de maio de 2011
são apenas balas
outro dia fiquei presa no trânsito na avenida do contorno - até aí, tudo normal.
como estava sozinha (sem rádio, sem música, etc), busquei distração como a mulher (levemente) neurótica que sou: resolvi arrumar o carro.
Saldo: 1 caneta que não funcionava mais, muitos papéis distribuídos em sinal de trânsito, 3 medalhinhas de santo de meu pai, 1 pote começado de álcool em gel, R$ 1,35 em moedas, várias presilhas de cabelo, 7 papéis de registro de ponto e, em destaque, 12 balas.
A descoberta dos docinhos seria um evento de muita alegria para a mulher em TPM que sou/estou, mas como estou de regime, estufei o peito e relembrei minhas promessa de não comer doce por 1 mês. Eu poderia oferecer as balas para as pessoas que entram no carro e pegam carona comigo, mas aí bateu a dúvida da tradicional família mineira que reside em mim: será que elas se ofenderiam se eu as oferece balas de motel (paaaasmem! sim, como mulher e ser vivo que sou, vou a motéis e recebo balinhas na saída)?? Achei melhor ficar quieta e deixei as balas onde estavam.
Naquela mesma noite, uma querida pessoa entrou no carro e, vendo das balas, não só adorou mas pediu uma. Com muito gosto, entreguei-a uma porção.
Tudo resolvido.
Quando vc oferece, também se expõe. E ás vezes, é disso mesmo que as pessoas gostam... Sou assim.
como estava sozinha (sem rádio, sem música, etc), busquei distração como a mulher (levemente) neurótica que sou: resolvi arrumar o carro.
Saldo: 1 caneta que não funcionava mais, muitos papéis distribuídos em sinal de trânsito, 3 medalhinhas de santo de meu pai, 1 pote começado de álcool em gel, R$ 1,35 em moedas, várias presilhas de cabelo, 7 papéis de registro de ponto e, em destaque, 12 balas.
A descoberta dos docinhos seria um evento de muita alegria para a mulher em TPM que sou/estou, mas como estou de regime, estufei o peito e relembrei minhas promessa de não comer doce por 1 mês. Eu poderia oferecer as balas para as pessoas que entram no carro e pegam carona comigo, mas aí bateu a dúvida da tradicional família mineira que reside em mim: será que elas se ofenderiam se eu as oferece balas de motel (paaaasmem! sim, como mulher e ser vivo que sou, vou a motéis e recebo balinhas na saída)?? Achei melhor ficar quieta e deixei as balas onde estavam.
Naquela mesma noite, uma querida pessoa entrou no carro e, vendo das balas, não só adorou mas pediu uma. Com muito gosto, entreguei-a uma porção.
Tudo resolvido.
Quando vc oferece, também se expõe. E ás vezes, é disso mesmo que as pessoas gostam... Sou assim.
sábado, 7 de maio de 2011
Este é dos difíceis
Acho que quando criei este blog, eu não tinha noção da versatilidade de assuntos que eu poderia trabalhar de baixo deste tema – idas e vindas... Hoje, estou especialmente pensativa, então nada mais me resta se não dar assas aos meus pensamentos.
A idéia do blog é falar sobre o que passa pela minha cabeça quando eu estou em trânsito, de um lado para outro, enquanto eu vou e/ou volto. Hoje a noite percebi o quanto este movimento de ida + vinda é complexo. Perceba que o pulo do gato aqui é entender que as coisas vão E voltam para vc. Que tudo bem dois lados e que ir é muito diferente de vir. Cada fez que vc “vai”, vê as coisas de um jeito. Quando vc “volta”, pode-se até chegar ao mesmo lugar, mas a perspectiva é outra. Talvez eu consiga me explicar melhor através de um exemplo. Imagine que vc está sentado em um balanço – indo de um lado para o outro, ora subindo, ora caindo. Vc sai e chega ao mesmo lugar (a posição em que o balanço para), mas ir e vir são dois movimentos muito diferentes.São diferentes porque a sensação de se aproximar o céu é muito diferente do sentimento de se acercar do chão – apesar de serem o mesmo trajeto. Quando vc vai, a passagem se aproxima mas quando vc volta, na sua frente, tudo se afasta.
Cito como exemplo uma situação atual: estou sempre acostumada a viajar e deixar BH. Desta vez, eu fui deixada em BH. É a mesma viagem, o mesmo movimento, mas ao invés de “me aproximar do céu”, estou no movimento contrário, chegando próxima ao chão. Sempre saí, deixando a casa vazia. Agora, a casa vazia sou eu. Outro exemplo: primeiro diga “eu te amo” para alguém. Depois, peça para que digam a mesma frase para você. Soa diferente, né?... Uma coisa é ir (dizer), a outra é vir (ouvir).
A complexidade está aí: o ir e vir implica na mudança de perspectiva, em enxergar como é o outro lado da moeda. E às vezes isso não é fácil. Ir e Vir é trocar de papel; de posição; de situação para oposição; é passar de senhor escravo, de reprimido a repressor; de filha a mãe.
A idéia do blog é falar sobre o que passa pela minha cabeça quando eu estou em trânsito, de um lado para outro, enquanto eu vou e/ou volto. Hoje a noite percebi o quanto este movimento de ida + vinda é complexo. Perceba que o pulo do gato aqui é entender que as coisas vão E voltam para vc. Que tudo bem dois lados e que ir é muito diferente de vir. Cada fez que vc “vai”, vê as coisas de um jeito. Quando vc “volta”, pode-se até chegar ao mesmo lugar, mas a perspectiva é outra. Talvez eu consiga me explicar melhor através de um exemplo. Imagine que vc está sentado em um balanço – indo de um lado para o outro, ora subindo, ora caindo. Vc sai e chega ao mesmo lugar (a posição em que o balanço para), mas ir e vir são dois movimentos muito diferentes.São diferentes porque a sensação de se aproximar o céu é muito diferente do sentimento de se acercar do chão – apesar de serem o mesmo trajeto. Quando vc vai, a passagem se aproxima mas quando vc volta, na sua frente, tudo se afasta.
Cito como exemplo uma situação atual: estou sempre acostumada a viajar e deixar BH. Desta vez, eu fui deixada em BH. É a mesma viagem, o mesmo movimento, mas ao invés de “me aproximar do céu”, estou no movimento contrário, chegando próxima ao chão. Sempre saí, deixando a casa vazia. Agora, a casa vazia sou eu. Outro exemplo: primeiro diga “eu te amo” para alguém. Depois, peça para que digam a mesma frase para você. Soa diferente, né?... Uma coisa é ir (dizer), a outra é vir (ouvir).
A complexidade está aí: o ir e vir implica na mudança de perspectiva, em enxergar como é o outro lado da moeda. E às vezes isso não é fácil. Ir e Vir é trocar de papel; de posição; de situação para oposição; é passar de senhor escravo, de reprimido a repressor; de filha a mãe.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Gosto e cor de carro não se discute
Vcs já devem ter visto o Novo Uno com cor de Post It pelas ruas, né?
Mas será que já viram o Fox cor de Minas Gás???
Mas será que já viram o Fox cor de Minas Gás???
terça-feira, 19 de abril de 2011
Hein?!
Não sei se já comentei aqui no blog que tenho a péssima mania de prestar atenção na conversa dos outros... bem intrometida, mesmo.
Foi numa destas que, sem querer querendo, colhi informação para este post.
Tinha um carioca na minha frente falando ao telefone, então comecei a prestar atenção e escutei ele dizendo algo do tipo: “vamô marcar de passar lá”.
Como a pessoa que estava falando com o sujeito não entendeu o que ele falou (ela também achou q ele falava rápido demais), pediu para repetir. Então ele disse de novo (umas 3 vezes) até eu e o ouvinte original da conversa entendermos finalmente. O carioca estava dizendo: “vamô comprar uma carne pra assar lá!”
Tinha um carioca na minha frente falando ao telefone, então comecei a prestar atenção e escutei ele dizendo algo do tipo: “vamô marcar de passar lá”.
Como a pessoa que estava falando com o sujeito não entendeu o que ele falou (ela também achou q ele falava rápido demais), pediu para repetir. Então ele disse de novo (umas 3 vezes) até eu e o ouvinte original da conversa entendermos finalmente. O carioca estava dizendo: “vamô comprar uma carne pra assar lá!”
segunda-feira, 18 de abril de 2011
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