Esta modernidade é muito louca, é demais para minha cabecinha... quando me acostumo com twitter, facebook, blogs, sites, e aplicativos, me aparecem os tumblrs. Tumblr para cá, tumblr para lá, "vc não pode deixar de ler este tumblr", tumblr, tumblr, tumblr, tumblr, ahhhhh!
Outro dia, li em um site muito legal que a nossa geração (nascidos entre 1975 e 1990) não está preparada para as redes sociais, para o mundo virtual como conhecemos hoje. fiquei espantada com o comentário pois veio de um publicitário - um cara antenado /bloggueiro / formador de opinião, que me parecia mais inclinado em advogar em prol da Ipadização da vida, da instagraninização das imagens e do cloundsoundingnizamento do som.
Concordo com ele. Realmente, é um mundo de possibilidades a nosso dispor, mas que tem hora que isso me incomoda muito. Tenho a sensação que ter tantas possibilidades faz com que a gente não se comprometa com nada. As idéias vêm e é muito difícil levá-las a frente; são muitas opções, condições e variações. Daí, vc nada num mar, sempre com uma praia à vista, mas nunca chega lá pois as ondas que passam te carregam para trás. Isso se não aparecer o Monstro do Lago Mess ou uma baleia Moby Dick da vida, ambos capazes de te engulir com a mesma velocidade em que se clica em um botão de Like.
É... não é fácil não. Alguém tem uma boia ou colete salva-vidas sobrando aí?
quinta-feira, 31 de maio de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
plantinhas, vasos, terra, gnomo...
Ois!
Não sei se vc já fez este exercício, mas acho que vale a pena: qualquer dia destes, se disponha a prestar atenção no caminho que vc faz da casa para o trabalho (ou de casa para a faculdade, escola, clube, igreja, etc). Você pode dizer "mas eu já faz isso todo dia, afinal de contas preciso ficar atento(a) para não bater o carro!". Ok, mas estou te propondo prestar atenção mesmo - nos mínimos detalhes, virando o pescoço para ver as fachadas e esquinas de outro ângulo, olhando para cima até o último andar dos prédios, reparando na copa das árvores.
Ainda não se motivou? quem sabe com uma aposta: eu tenho certeza que vc vai encontrar alguma coisa que nunca tinha percebido. Te dou um exemplo: outro dia, voltando do almoço, gastei 5 minutinhos na frente do jardim de uma casa só reparando na beleza do jardim. Tinham umas 5 orquídeas (no alto de 3 árvores, bem na sombra, cada uma de uma cor) e 2 canteiros de rosas vermelhinhas.
Pode paracer romantico demais para um domingo a noite - meio Poliana, da minha parte - mas acho isso um máximo. Digo isso porque as cidades podem ser tão áridas, tão impessoais, tão cinza que qualquer flor é brilho.
Quer outro exemplo de beleza/leveza na cidade? Músicos no metrô. Tem sempre um pessimista que vai dizer que o cara está lá tocando só para ganhar um trocado, mas eu não deixo de achar que ter música nos corredores é uma forma de embelezar a cidade em que se vive. é uma forma de torná-la um pouquinho mais aprazível aos olhos, ouvidos e sei lá.
Semana passada, quando eu estava a caminho do trabalho, escutei na rádio CBN que um maluquinho em Nova York inventou um jardim portátil (??). A ideia do mocinho é adaptar o teto dos ônibus da cidade para que eles carregem um jardim (plantinhas, vasos, terra, gnomo...), aumentando assim a área verde da cidade.
Na hora que escutei a notícia, foi um pouco difícil de imaginar, mas, de curiosidade, entrei no site para ver ( http://catracalivre.folha.uol.com.br/2012/04/jardim-em-cima-do-onibus/ ) e curti. Preconceitos e resistencias a parte, pensei que esta é uma maneira de transformar um espaço que não serve para muita coisa de forma a suavizar a Selva de Pedra de todo dia.
Não sei se vc já fez este exercício, mas acho que vale a pena: qualquer dia destes, se disponha a prestar atenção no caminho que vc faz da casa para o trabalho (ou de casa para a faculdade, escola, clube, igreja, etc). Você pode dizer "mas eu já faz isso todo dia, afinal de contas preciso ficar atento(a) para não bater o carro!". Ok, mas estou te propondo prestar atenção mesmo - nos mínimos detalhes, virando o pescoço para ver as fachadas e esquinas de outro ângulo, olhando para cima até o último andar dos prédios, reparando na copa das árvores.
Ainda não se motivou? quem sabe com uma aposta: eu tenho certeza que vc vai encontrar alguma coisa que nunca tinha percebido. Te dou um exemplo: outro dia, voltando do almoço, gastei 5 minutinhos na frente do jardim de uma casa só reparando na beleza do jardim. Tinham umas 5 orquídeas (no alto de 3 árvores, bem na sombra, cada uma de uma cor) e 2 canteiros de rosas vermelhinhas.
Pode paracer romantico demais para um domingo a noite - meio Poliana, da minha parte - mas acho isso um máximo. Digo isso porque as cidades podem ser tão áridas, tão impessoais, tão cinza que qualquer flor é brilho.
Quer outro exemplo de beleza/leveza na cidade? Músicos no metrô. Tem sempre um pessimista que vai dizer que o cara está lá tocando só para ganhar um trocado, mas eu não deixo de achar que ter música nos corredores é uma forma de embelezar a cidade em que se vive. é uma forma de torná-la um pouquinho mais aprazível aos olhos, ouvidos e sei lá.
Semana passada, quando eu estava a caminho do trabalho, escutei na rádio CBN que um maluquinho em Nova York inventou um jardim portátil (??). A ideia do mocinho é adaptar o teto dos ônibus da cidade para que eles carregem um jardim (plantinhas, vasos, terra, gnomo...), aumentando assim a área verde da cidade.
Na hora que escutei a notícia, foi um pouco difícil de imaginar, mas, de curiosidade, entrei no site para ver ( http://catracalivre.folha.uol.com.br/2012/04/jardim-em-cima-do-onibus/ ) e curti. Preconceitos e resistencias a parte, pensei que esta é uma maneira de transformar um espaço que não serve para muita coisa de forma a suavizar a Selva de Pedra de todo dia.
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quarta-feira, 11 de abril de 2012
Amigo Gerente, sua loja é uma bosta!
Não gosto de blogs em que as pessoas depositam todo seu veneno na tela - sabe aquele tipo de gente q reclama por reclamar ou pq acha bonito falar mal dos outros? Verdadeiros azedumes de pessoa - mas preciso desabachar: tem loja/marcas que conseguiram ganhar minha antipatia.
Será que o mercado está tão bom que dá para destratar a clientela??
- Relatos de uma cliente insatisfeita 1 - Maria Filó, no BH Shopping
Como é que a maior numeração da loja (o G) equivale ao 42?? vcs acham que o mundo sofre de anorexia ou que vivemos todos felizes pelas ruas do Rio de Janeiro, como se fosse numa novela da Globo?
Ah! Gerente, avisa aí para sua funcionária que ela tem a obrigação de trabalhar com cara boa e que, se ela já respondeu à pergunta "não tem maior?" 30 vezes naquele dia, esta foi a 1º vez que eu pergunto para ela.
- Relato de uma cliente insatisfeita 2 - Floriana, na Savassi
Sim, eu pergunto o preço antes de comprar... Isso não faz de mim desprezível!
Não quer responder, então coloque uma etiqueta em todos os produtos com ela informação, de forma bem clara e evidente. Acha que assim vai desvalorizar o produto e não vai poder me cobrar mais caro? Foda-se.
- Relato de uma cliente insatisfeita 3 - M.A.C, em qualquer lugar do mundo
Nunca, repito - N.U.N.C.A - entrei em uma loja que tivesse um(a) vendedor(a) livre para me atender. Os produtos são ótimos - isso é inegavel - e os preços, especialmente no exterior, são razoáveis, mas caçar vendedor à laço não tem graça.
Gente, quem não tem cara de perua tb é cliente!
Será que o mercado está tão bom que dá para destratar a clientela??
- Relatos de uma cliente insatisfeita 1 - Maria Filó, no BH Shopping
Como é que a maior numeração da loja (o G) equivale ao 42?? vcs acham que o mundo sofre de anorexia ou que vivemos todos felizes pelas ruas do Rio de Janeiro, como se fosse numa novela da Globo?
Ah! Gerente, avisa aí para sua funcionária que ela tem a obrigação de trabalhar com cara boa e que, se ela já respondeu à pergunta "não tem maior?" 30 vezes naquele dia, esta foi a 1º vez que eu pergunto para ela.
- Relato de uma cliente insatisfeita 2 - Floriana, na Savassi
Sim, eu pergunto o preço antes de comprar... Isso não faz de mim desprezível!
Não quer responder, então coloque uma etiqueta em todos os produtos com ela informação, de forma bem clara e evidente. Acha que assim vai desvalorizar o produto e não vai poder me cobrar mais caro? Foda-se.
- Relato de uma cliente insatisfeita 3 - M.A.C, em qualquer lugar do mundo
Nunca, repito - N.U.N.C.A - entrei em uma loja que tivesse um(a) vendedor(a) livre para me atender. Os produtos são ótimos - isso é inegavel - e os preços, especialmente no exterior, são razoáveis, mas caçar vendedor à laço não tem graça.
Gente, quem não tem cara de perua tb é cliente!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Sabedoria (?) popular
Contrariei a sabedoria popular. Aquela história de que "não se deve julgar um livro pela capa" pode até ser verdade, mas em épocas de design avançado, fui seduzida pela capa de um CD.
Eu estava acompanhando meu Amado, em meio de prateleiras, caixinhas, títulos e sons e, percebendo que tenho escutado basicamente o que ELE escuta (convivência extrema faz isso mesmo), resolvi adquirir um CD para mim. Do meu gosto. Para mim.
Comecei a procurar naquela loucura e imensidão de opções, mas nada me apetecia... lady gaga não, as mesmas bandas de novo não, as 7 melhores da pam podem ser ouvidas na rádio, artistas performaticos demais tb não, tema de novelas nem pensar... oba, gostei desta capa! que banda é esta? não sei... nesta hora, o vendedor estava longe demais para perguntar - na verdade, o que aquele moço poderia dizer sobre o meu gosto musical? nada...
Olhei novamente para a capinha do CD, buscando alguma dica sobre o tipo de som da banda, de onde vinham, qual o estilo... a única mulher do grupo, estava com uma roupa diferente e à frente da banda - deve ser a cantora (negra. q deve ter um vozerão).
Atrás dela, uma big band (8 caras) que, pelo modelito moderno/vintage/vestidos-tipo-conjuntinho, deve ter um que toca um tecladinho bacana + algum instrumento de sopro. a mistura de idade deles é um bom sinal (gente experiente com gente "verdinha", jovem).
Afoto foi tirada nos fundos de um prédio - tipo na escala de incêndio. isso me leva a acreditar que são músicos - não rock-stars, fazem o som pela música, não pela fama.
É...
Vou levar. - "Só espero que não seja um monte de gringo fazendo versões infames de bossa nova..."
Curti. Curti muito... do jeito que eu gosto.
Acho que a dica da capa do livro não pode ser aplicada a Cds. que bom!
Eu estava acompanhando meu Amado, em meio de prateleiras, caixinhas, títulos e sons e, percebendo que tenho escutado basicamente o que ELE escuta (convivência extrema faz isso mesmo), resolvi adquirir um CD para mim. Do meu gosto. Para mim.
Comecei a procurar naquela loucura e imensidão de opções, mas nada me apetecia... lady gaga não, as mesmas bandas de novo não, as 7 melhores da pam podem ser ouvidas na rádio, artistas performaticos demais tb não, tema de novelas nem pensar... oba, gostei desta capa! que banda é esta? não sei... nesta hora, o vendedor estava longe demais para perguntar - na verdade, o que aquele moço poderia dizer sobre o meu gosto musical? nada...
Olhei novamente para a capinha do CD, buscando alguma dica sobre o tipo de som da banda, de onde vinham, qual o estilo... a única mulher do grupo, estava com uma roupa diferente e à frente da banda - deve ser a cantora (negra. q deve ter um vozerão).
Atrás dela, uma big band (8 caras) que, pelo modelito moderno/vintage/vestidos-tipo-conjuntinho, deve ter um que toca um tecladinho bacana + algum instrumento de sopro. a mistura de idade deles é um bom sinal (gente experiente com gente "verdinha", jovem).
Afoto foi tirada nos fundos de um prédio - tipo na escala de incêndio. isso me leva a acreditar que são músicos - não rock-stars, fazem o som pela música, não pela fama.
É...
Vou levar. - "Só espero que não seja um monte de gringo fazendo versões infames de bossa nova..."
Curti. Curti muito... do jeito que eu gosto.
Acho que a dica da capa do livro não pode ser aplicada a Cds. que bom!
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Resenhas Musicais
sábado, 7 de abril de 2012
Insônia é...
1) quando vc está na cama e obviamente, o sono não vem;
2) quando a pessoa do seu lado ronca mais alto do que o normal - justo hoje q não consigo dormir!?!;
3) quando seu cabelo faz barulho ao encostar no travesseiro;
4) quando nenhuma posição lhe parece confortável e vc pensa "é hora de trocar o colchão";
4) quando as mellhores idéias do dia surgem na sua cabeça, junto com uma lista de atividades q vc não fez durante o dia que passou;
5) quando vc coloca a culpa da insônia nas largas doses de Coca-Cola e/ou café ingeridas nesta tarde;
6) quando vc pensa que ler um livro neste momento pode ajudar a dormir, mas... ai que preguiça de ler agora. Daqui a pouco eu pego no sono;
7) quando vc começa a fazer listas idiotas como esta, só para se distrair enquanto o sono não vem.
2) quando a pessoa do seu lado ronca mais alto do que o normal - justo hoje q não consigo dormir!?!;
3) quando seu cabelo faz barulho ao encostar no travesseiro;
4) quando nenhuma posição lhe parece confortável e vc pensa "é hora de trocar o colchão";
4) quando as mellhores idéias do dia surgem na sua cabeça, junto com uma lista de atividades q vc não fez durante o dia que passou;
5) quando vc coloca a culpa da insônia nas largas doses de Coca-Cola e/ou café ingeridas nesta tarde;
6) quando vc pensa que ler um livro neste momento pode ajudar a dormir, mas... ai que preguiça de ler agora. Daqui a pouco eu pego no sono;
7) quando vc começa a fazer listas idiotas como esta, só para se distrair enquanto o sono não vem.
sábado, 31 de março de 2012
cuidado com o que vc diz por aí - pode ser demais para mim
Depois de sair e encontrar pessoas, deito na minha cama e alguns trechos das conversar daquela noite me vêm a cabeça. Rapidamente, chego a uma consulsão: preferiria não saber tantos detalhes sobre os problemas, crises e dúvidas alheias. Sei que a omissão pode ser ruim, mas a riqueza de detalhes, quando excessiva, também pode ser prejudicial.
Agora, fico eu, com todas estas histórias a povoar minha mente, rezando para que esta lembrança não dure muito. Sim, me dispus a escutar - talvez este seja o erro. Não, não quero saber das suas sujeiras, do quanto você insistiu, do seu desespero desequilibrado nem das mentiras que inventou para justificá-lo.

Se eu quisesse saber sobre bizarrices e dramas, assistiria a um filme do Almodovar.
Agora, fico eu, com todas estas histórias a povoar minha mente, rezando para que esta lembrança não dure muito. Sim, me dispus a escutar - talvez este seja o erro. Não, não quero saber das suas sujeiras, do quanto você insistiu, do seu desespero desequilibrado nem das mentiras que inventou para justificá-lo.

Se eu quisesse saber sobre bizarrices e dramas, assistiria a um filme do Almodovar.
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domingo, 4 de março de 2012
as aparencias enganam
Revistas são ótimas companhias para quem está em trânsito,
indo de um lado para outro. Explico porque:
1)
São leves – geralmente, mais do que os livros –
e para quem está viajando, peso pode ser um problema ou uma dor nas costas;
2)
São baratas e podem ser compradas em qualquer
banca. Por custarem pouco, você pode simplesmente jogá-la fora depois de ler;3) Mais motivo: a leitura é rápida e fácil, exige pouca concentração. Já experimentei ler Saramago no sacolejo de uma turbulência e é simplesmente impossível – a não ser que vc queria vomitar em cima do livro (não, ele não merece).
Por causa das idas e vindas, tenho me divertido cada vez mais com revistas e, por ler mais, acabei experimentando alguns títulos que não conhecia. Tomei conhecimento da Lola e me encantei: matérias bem escritas, editoriais super bem produzidos, uma revista inteligente e gostosa de ler, em que uma matéria está relacionada com a posterior – fato que cria certa cadência à sua leitura... um verdadeiro barato que recomendo a todas.
Entretanto, fui a uma palestra com a editora da Lola, em Belo Horizonte e assisti Angélica falar até babar sobre a leitora da revista. Sentia que ela estava falando de mim, sobre meus hábitos, neuras, realizações, etc. Gostei tanto de escutá-la que, ao final, quis cumprimenta-la pela apresentação e pela revista:
- Angélica, eu sou Mariana mas
acho que, na verdade, me chamo Lola! Me identifico muito com a revista!
- Jura? Que bom, mas vc tem uma
carinha de Gloss...
Meu mundo caiu. Putz! Como é que
esta mulher me chama de Gloss??? Me senti ofendida! Ela acabou de dizer que sou
“novinha” (não do funk, mas bobinha, imatura, juvenil), que precisa de alguém
dizendo o que é certo ou errado... Filha da mãe... Se você pegar as duas
revistas e coloca-las uma do lado da outra, vai ver do que eu estou falando. Vc
também se ofenderia...Depois disso, minha baixa-estima natural explodiu dentro de mim e me fez perguntar a um amigo, que me acompanhou na apresentação. Ridícula, com olhos de gatinho do Sreck, mas perguntei.
Semana passada, li uma Gloss, que apareceu na minha mesa do escritório, sem nenhum gosto ou admiração. Revistinha fraca, não é para mim... Quer saber, não preciso de editora nenhuma dizendo para mim se sou isso ou aquilo. Como boa Lola que sou, leio a revista que quero, do meu jeito, na minha hora, para mim.
Angélica, com todo respeito, continue fazendo esta bela revista que eu continuarei lendo, lolamente.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Dica de Livro
Sexta-feria pré carnaval, recebi uma mensagem de uma amiga que - coitada - estava absolutamente entediada no aeroporto, lamentando por ter despachado seu livro e estar sem nada para ler naquela hora. Para resolver o problema, a solução mais óbvia foi dar uma passadinha na livaria da sala de embarque. Em questão de minutos, e com a ajuda do cartao de crédito (uma das melhores invensões do século), ela estaria com um novo título em mãos apreciando o bom hábito da leitura. EstaRIA...
Por que não dá para resolver? Qual o problema com a La Selva??? O mesmo que o de muuuuitas livrarias de hoje em dia:
1) os funcionários não fazem a mínima idéia do que estão vendendo (perdão, http://manualpraticodebonsmodosemlivrarias.blogspot.com/ nem todos são iguais a vc);
2) a qualidade dos títulos é de chorar.
Depois que J.P. (vou manter a identidade de minha amiga anônima somente pelo gostinho do suspense), lembrei q há um tempo, fotografei uma prateleria da La Selva - não por querer todos os livros q ali estavam, mas por revolta mesmo.
Da esquerda para direita: "Os segredos das mulhres inteligentes", "Os homens preferem mesmo as loiras", "O segredo das mulhres apaixonadas", "Jogue fora 50 coisas" (a começar por este livro, né?), "O Poder do charme" (do vendedor)...
Me explica quem está mais errado nesta história: os autores, que se propoem a escrever algo assim; as livrarias que não têm vergonha na cara ao oferecer uma porcaria destas; os leitores que compram isso, repentem a filosofia de buteco que é apresentada nos livros e ainda incentivam tanto as livrarias quantos os autores a produzem mais lixo??
De qualquer forma, deixo uma dica de livro para todos os leitores do blog: não despachem o seu!
Por que não dá para resolver? Qual o problema com a La Selva??? O mesmo que o de muuuuitas livrarias de hoje em dia:
1) os funcionários não fazem a mínima idéia do que estão vendendo (perdão, http://manualpraticodebonsmodosemlivrarias.blogspot.com/ nem todos são iguais a vc);
2) a qualidade dos títulos é de chorar.
Depois que J.P. (vou manter a identidade de minha amiga anônima somente pelo gostinho do suspense), lembrei q há um tempo, fotografei uma prateleria da La Selva - não por querer todos os livros q ali estavam, mas por revolta mesmo.
Da esquerda para direita: "Os segredos das mulhres inteligentes", "Os homens preferem mesmo as loiras", "O segredo das mulhres apaixonadas", "Jogue fora 50 coisas" (a começar por este livro, né?), "O Poder do charme" (do vendedor)...
Me explica quem está mais errado nesta história: os autores, que se propoem a escrever algo assim; as livrarias que não têm vergonha na cara ao oferecer uma porcaria destas; os leitores que compram isso, repentem a filosofia de buteco que é apresentada nos livros e ainda incentivam tanto as livrarias quantos os autores a produzem mais lixo??
De qualquer forma, deixo uma dica de livro para todos os leitores do blog: não despachem o seu!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Se eu fosse só carnaval
Se eu fosse só carnaval, algumas pessoas teriam dificuldades
para me reconhecer. Como confete, pequenos pedaços de mim seriam pulverizados
na multidão, sem destino certo, ao vento, sem a mínima possibilidade de
voltarem para a mão de onde saíram.
No mEU carnaval, as conversas com pessoas conhecidas seriam
mais íntimas, com troca de confidências e opiniões mais sinceras. Com estes,
que há muito não vejo, seria capaz de retomar assuntos sem sentir meu rosto
queimar de embaraço. Falar da infância, do presente e do que está por vir, sem
nunca tocar no assunto “trabalho”. Demostraria alegria e afeto suficientes para
transformar conhecidos em amigos.
Abraçaria meus queridos com mais entusiasmo e paixão, sem
medo de parecer exagerada. Dispensaria momentos para dizer às pessoas que estão
por perto que lembro delas – mesmo que elas não lembrem de mim, não importa.
Poderia ser identificada pela alegria, energia e sorriso.
Só me preocuparia em vestir o que há de mais confortável e
carregaria o mínimo comigo – o limite dos bolsos e da memória seriam respeitados.
Usaria fantasias – máscaras, não.
Um bigode não seria nunca um problema, especialmente se ele
fosse feito com carinho, reciclável e engraçado. Chapéus do tamanho de um
bambolê seriam fundamentais para trazer sombra ao rosto, me tornar ponto de
referência na multidão ou o motivo da aproximação e/ou curiosidade de uma
criança.
Deitar na cama? Só quando eu quisesse. O dia passaria sem
nunca ouvir ou levantar a pergunta “que horas são?”.
Se eu fosse só carnaval, o bloco não pararia e todos saberiam
tocar e dançar. A caminhada entre um ponto e outro seria ritmada.
Perco a conta pensando quantos assuntos, pessoas e momentos
eu teria para sentir se eu fosse só carnaval – e nunca quaresma.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Coisa Fina
Será q vcs ja tiveram a sorte de conhecer o http:// manualpraticodebonsmodosemlivr arias.blogspot.com/??
Vi uma pessoa comentando sobre ele no facebook e, atraída pelo título, entrei. Simplesmente adorei! Além do (mal) humor ácido, amei como nossa amiga da livraria fala dos momentos "OLHA....". Eles realmente não são incomuns no dia a dia das pessoas iluminadas por Deus, não é? Fiquei convicta disso na sexta passada, quando eu mesma presenciei um momento "olha...", digno de Manuais Práticos com estes olhos e ouvidos q a terra há de comer.
Eu estava sendo (bem) atendida pelo vendedor de Cds da Leitura - ele estava me mostrando um DVD do George Clinton, um dos grandes nomes da musica negra, gravado em um show no Festival de Montreaux - quando um sujeito de mais de 30 e menos de 40 anos perguntou ao vendedor:
- amigo, oq vc tem ai tipo Lounge?
- Lounge? Tipo oq vc gosta? Tem algum artista q vc prefere?
- Lounge... Para tocar uma festinha, tipo jantarzinho...
(silencio sem sinal de resposta por parte do vendedor)
- Um Lounge, mas eu quero coisa fina, cara!
...
Acho q se fosse eu, saceava e mostrava o CD do Kenny G pro sujeito. Coisa fina, ne?
Vi uma pessoa comentando sobre ele no facebook e, atraída pelo título, entrei. Simplesmente adorei! Além do (mal) humor ácido, amei como nossa amiga da livraria fala dos momentos "OLHA....". Eles realmente não são incomuns no dia a dia das pessoas iluminadas por Deus, não é? Fiquei convicta disso na sexta passada, quando eu mesma presenciei um momento "olha...", digno de Manuais Práticos com estes olhos e ouvidos q a terra há de comer.
Eu estava sendo (bem) atendida pelo vendedor de Cds da Leitura - ele estava me mostrando um DVD do George Clinton, um dos grandes nomes da musica negra, gravado em um show no Festival de Montreaux - quando um sujeito de mais de 30 e menos de 40 anos perguntou ao vendedor:
- amigo, oq vc tem ai tipo Lounge?
- Lounge? Tipo oq vc gosta? Tem algum artista q vc prefere?
- Lounge... Para tocar uma festinha, tipo jantarzinho...
(silencio sem sinal de resposta por parte do vendedor)
- Um Lounge, mas eu quero coisa fina, cara!
...
Acho q se fosse eu, saceava e mostrava o CD do Kenny G pro sujeito. Coisa fina, ne?
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
time goes by...
Duas situações (em um mesmo dia) de que tempo é realmente
relativo e q eu não tenho a mínima noção dele:
1)
Diálogo na padaria, logo de manhã:
(no caixa, vendo uma caixinha de coelhos de
páscoa de chocolate)
Eu – nossa, já é Páscoa!
Caixa – pois é, não chegou nem a quaresma,
mas já chegou a páscoa!
Eu – é resto do ano passado?
Caixa – Não. Isso chama “Capitalismo
Salvagem”!
2)
Ontem, 02 de Fevereiro, ganhei um calendário de
2012. Hoje de manhã, percebi que deixei aberto na folha referente a Janeiro. Ps:
o primeiro mês do ano já passou, filha...
domingo, 15 de janeiro de 2012
Idas e Vindas na Internet
Que a internet tem muita porcaria (mais q a TV), a gente já sabe! Mas outro dia, resolvi levantar mais dados sobre o assunto.
Fui motivada a iniciar esta minuciosa pesquisa quando, inocentemente, pedi q o google me mostrasse imagens relacionadas a palavra-chave "sigilo" - abri o google, selecionei a aba "imagens", digitei "sigilo" e dei enter.
Eu, que estava no trabalho, preparando uma apresentação de treinamento, enrubesci na hora: como que a palavra "sigilo" poderia estar tão relacionada a sexo, sacanagem e outros tipos de putaria?!?! não sou beata, não sou carola mas confesso que não estava esperando ver o que vi, em pleno escritório, a luz do dia!!!
Foi a partir deste episódio que comecei a notar como palavras que, à primeira vista, não têm nada a ver com sexo, estão linkadas ao assunto mesmo assim.
Outras palavras que podem te surpreender:
1) inspiração
2) rejeitados
3) defeito
4) aproveite
5) na hora
6) hein
7) novinha
...
Acho que a D.Bela que estava certa: "vcs só pensam Naquiiilo!!"
Fui motivada a iniciar esta minuciosa pesquisa quando, inocentemente, pedi q o google me mostrasse imagens relacionadas a palavra-chave "sigilo" - abri o google, selecionei a aba "imagens", digitei "sigilo" e dei enter.
Eu, que estava no trabalho, preparando uma apresentação de treinamento, enrubesci na hora: como que a palavra "sigilo" poderia estar tão relacionada a sexo, sacanagem e outros tipos de putaria?!?! não sou beata, não sou carola mas confesso que não estava esperando ver o que vi, em pleno escritório, a luz do dia!!!
Foi a partir deste episódio que comecei a notar como palavras que, à primeira vista, não têm nada a ver com sexo, estão linkadas ao assunto mesmo assim.
Outras palavras que podem te surpreender:
1) inspiração
2) rejeitados
3) defeito
4) aproveite
5) na hora
6) hein
7) novinha
...
Acho que a D.Bela que estava certa: "vcs só pensam Naquiiilo!!"
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
me enviaram e gostei
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma
do nosso corpo...e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos
mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para
sempre, à margem de nós mesmos."
(Fernando Pessoa)
domingo, 8 de janeiro de 2012
memórias culinárias
Domingo de chuva, em casa sozinha.
Mesmo sem ser convidado, o tédio vem e senta na melhor poltrona da sala... Atribuo ao tédio aqueles momentos em que vc se levanta, anda pela casa, olha para o livro que deveria estar lendo mas prefere deixar para depois; ou quando levanta de uma cadeira para se sentar em outra, mais perto da janela, só para olhar o que está acontecendo lá fora - e chega a conclusão que na rua não tem nada de interessante.
O tédio também pode te fazer abrir a geladeira várias vezes, mesmo sem estar com fome, em busca que alguma coisa gostosa que não está lá. Foi em um destes momentos que resolvi fazer um queijo quente de garfo para mim. Espetei uma lasca gorda de queijo canastra no garfo e ascendi o fogão.
Esperando o queijo esquentar e torrar levemente nas pontas, me lembrei do meu pai, fazendo extamente a mesma coisa, há muitos anos atrás na cozinha do primeiro apartamento onde eu morei. Acho que ele adorava queijo quente no garfo e sempre fazia para ele, geralmente nos domingos a noite - provavelmente movido pelo tédio de domingo.
Eu via,me aproximava e pedia um pedacinho. Papai então pegava outra lasca gorda de queijo, espetava no garfo e esquentava. Como qualquer outra criança, eu ficava doida para a delícia ficar pronta! Quando finalmente estava no ponto, ele me entregava o garfo com o aviso "está quente!" e eu cai de boca. achava engraçado o barulho que o queijo fazia no meu dente, como se fosse borrracha.
Acho que é impossível comer queijo quente de garfo sem lembrar disso tudo. Enquando eu me deliciava hoje, pensava em outras comidas que me fazem lembrar de pessoas especiais:
- biscoito papa-ovo: vovó julieta;
- queijo quente com açucar (famoso queijinho da bahiana): tia zezé;
- biscoito de castanha do pará / de "luinha": Tia Angélica;
- frango ensopado com cebola queimada: Piê;
- arroz com ovo: meu primo Felipe;
- pastelzinho árabe: tia jane e vovó julieta;
- cocadinha: vovó agustinha;
- macarrão com tutu (com pouco sal): almoços na casa da vovó vitória;
- mate-couro geladinho: peixoto, o moço da cantina do colégio (ele tinha um bigode grisálho e a unha do mindinho maior do que as outras);
- peixe frito e fanta-uva: férias em vila velha;
etc
etc
etc
Quer uma sugestão? Repita este exercício nostáugico. As lembranças também são muito saborosas.
Mesmo sem ser convidado, o tédio vem e senta na melhor poltrona da sala... Atribuo ao tédio aqueles momentos em que vc se levanta, anda pela casa, olha para o livro que deveria estar lendo mas prefere deixar para depois; ou quando levanta de uma cadeira para se sentar em outra, mais perto da janela, só para olhar o que está acontecendo lá fora - e chega a conclusão que na rua não tem nada de interessante.
O tédio também pode te fazer abrir a geladeira várias vezes, mesmo sem estar com fome, em busca que alguma coisa gostosa que não está lá. Foi em um destes momentos que resolvi fazer um queijo quente de garfo para mim. Espetei uma lasca gorda de queijo canastra no garfo e ascendi o fogão.
Esperando o queijo esquentar e torrar levemente nas pontas, me lembrei do meu pai, fazendo extamente a mesma coisa, há muitos anos atrás na cozinha do primeiro apartamento onde eu morei. Acho que ele adorava queijo quente no garfo e sempre fazia para ele, geralmente nos domingos a noite - provavelmente movido pelo tédio de domingo.
Eu via,me aproximava e pedia um pedacinho. Papai então pegava outra lasca gorda de queijo, espetava no garfo e esquentava. Como qualquer outra criança, eu ficava doida para a delícia ficar pronta! Quando finalmente estava no ponto, ele me entregava o garfo com o aviso "está quente!" e eu cai de boca. achava engraçado o barulho que o queijo fazia no meu dente, como se fosse borrracha.
Acho que é impossível comer queijo quente de garfo sem lembrar disso tudo. Enquando eu me deliciava hoje, pensava em outras comidas que me fazem lembrar de pessoas especiais:
- biscoito papa-ovo: vovó julieta;
- queijo quente com açucar (famoso queijinho da bahiana): tia zezé;
- biscoito de castanha do pará / de "luinha": Tia Angélica;
- frango ensopado com cebola queimada: Piê;
- arroz com ovo: meu primo Felipe;
- pastelzinho árabe: tia jane e vovó julieta;
- cocadinha: vovó agustinha;
- macarrão com tutu (com pouco sal): almoços na casa da vovó vitória;
- mate-couro geladinho: peixoto, o moço da cantina do colégio (ele tinha um bigode grisálho e a unha do mindinho maior do que as outras);
- peixe frito e fanta-uva: férias em vila velha;
etc
etc
etc
Quer uma sugestão? Repita este exercício nostáugico. As lembranças também são muito saborosas.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Comentários aleatórios reunidos
ei genten!
não postei, mas escrevi.... juntei papel daqui, notinha aculá e reuni alguns comentários aleatórios por aí...
será q estas mesmas bobagens já passaram por sua cabeça?
Observação 1
- recado às lojas de R$ 1,99: só coloquem o preço de X,99 em suas mercadorias se vcs tiverem moedas de R$ 0,01 no caixa para dar de troco. Se fizerem a revelia, correm o risco de encontraram uma cliente chata como eu, que em "Dias de Fúria", fazem questão do troco. #souchatamesmo
Observação 2
- recado aos homens e (especialmente) mulheres que param em pé, com as pernas abertas: se vcs se vissem no espelho, nesta pose de quem está " arriando" e/ou fazendo xixi em pé, vcs mudariam de posicao.
Observação 3
- fico revoltada quando gente paia gosta das mesmas músicas q eu... dá até vontade de falar que não gosto mais...
Observação 4
- não sei como os ditados populares se perpetuam... Sim, são dotados de muita sabedoria, mas as pessoas (eu inclusive) fazem tanta confusao com isso... E como resultado, temos citaçoes escabrosas do tipo "na terra de sem dente, cego eh rei", "a menina dos olhos de ouro", "casa vazia, o diabo faz a festa", entre outros.
Observação 5
- Teve show do Tears for Fears em BH, há um tempinho atrás. Como a surdez e/ou criatividade e/ou falta de noção é muita, tinha gente na cidade que achava que o show era das "tias fofinhas"...
não postei, mas escrevi.... juntei papel daqui, notinha aculá e reuni alguns comentários aleatórios por aí...
será q estas mesmas bobagens já passaram por sua cabeça?
Observação 1
- recado às lojas de R$ 1,99: só coloquem o preço de X,99 em suas mercadorias se vcs tiverem moedas de R$ 0,01 no caixa para dar de troco. Se fizerem a revelia, correm o risco de encontraram uma cliente chata como eu, que em "Dias de Fúria", fazem questão do troco. #souchatamesmo
Observação 2
- recado aos homens e (especialmente) mulheres que param em pé, com as pernas abertas: se vcs se vissem no espelho, nesta pose de quem está " arriando" e/ou fazendo xixi em pé, vcs mudariam de posicao.
Observação 3
- fico revoltada quando gente paia gosta das mesmas músicas q eu... dá até vontade de falar que não gosto mais...
Observação 4
- não sei como os ditados populares se perpetuam... Sim, são dotados de muita sabedoria, mas as pessoas (eu inclusive) fazem tanta confusao com isso... E como resultado, temos citaçoes escabrosas do tipo "na terra de sem dente, cego eh rei", "a menina dos olhos de ouro", "casa vazia, o diabo faz a festa", entre outros.
Observação 5
- Teve show do Tears for Fears em BH, há um tempinho atrás. Como a surdez e/ou criatividade e/ou falta de noção é muita, tinha gente na cidade que achava que o show era das "tias fofinhas"...
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Da Série "Resenhas Musicais" - Umabarahuma
Trilha sonora é fundamental - as imagens ganham mais emoção ou suspense; momentos ficam mais românticos e/ou dramáticos; eventos mais apoteóticos ou catastróficos.
Se vc concorda comigo, vai entender porque resolvi fazer uma série de posts relacionada a Resenhas Musicais. Sem explicar muito - meu sucesso virá se o estilo das resenhas lhe "saltar aos olhos" - segue o primeiro comentário. Vamos lá.
Se vc concorda comigo, vai entender porque resolvi fazer uma série de posts relacionada a Resenhas Musicais. Sem explicar muito - meu sucesso virá se o estilo das resenhas lhe "saltar aos olhos" - segue o primeiro comentário. Vamos lá.
Desafio: Imagine se, ao invés de um jornalista inflamado, os jogos de futebol fossem narrados por um rapper. Como seria isso? Ontem consegui projetar isso perfeitamente - foi só escutar uma versão de 2010 de Umabarahuma cantada por Jorge Ben Jor e Mano Brown.
A música segue tranquila, com Jorge a frente do microfone com sua rouquidão perculiar. A música "cresce", de foram a preparar espaço para a entrada de Mano Brown.
Ele fala, fala e fala, em uma espécie de enxurrada, de uma forma que consegue (re) construir uma super jogada de mestre, dentro da minha cabeça.
Não
sou muito fã de futebol mas, honra seja feita, o esporte no Brasil é
algo que pode ser considerado "universal” por aqui. Ele congrega gente dos tipos, jeitos e feitios mais improváveis: rico e pobre, samba-rock e rap, sogro e genro, Brasileiro e Argentino...Ele fala, fala e fala, em uma espécie de enxurrada, de uma forma que consegue (re) construir uma super jogada de mestre, dentro da minha cabeça.
Não preciso ir para além da porta da minha casa para comprovar isso: todas as manhã, escuto o catador de papel da rua conversando com o porteiro da escolhinha da esquina - na maior alegria e bom-humor, faça chuva, faça sol: " A Ademig inforrrma: Campeonato Brasileiro. Na Arena do Jacaré, Cruzeiro 0, Atlético 0."
Quer sugerir uma música para a próxima resenha? Comente aí!
sábado, 31 de dezembro de 2011
Sempre faço listas de final/início de ano e na virada de 2010 para 2011, inclui nos meus planos a manutenção do blog, com posts criativos e constantes. Hoje, 31/12, acho que falhei.
Vários meses se passaram sem postar um comentário sequer... Juro que tentei: acumulei anotações no celular, papeizinhos dentro da bolsa, lembretes nos cantinhos da cabeça. Mas publicar que é bom, nada.
Acho que isso faz parte do processo do blog – que vai e volta; que vem e que vai. Agora é hora de fazer uma nova listinha e adivinhe só o que vai estar lá – além de “emagrecer”?? “Manter o blog ativo”.
É assim, sem desistir, querendo fazer o que gosto, disposta a apostar e com os olhos/ouvidos abertos que entro neste ano que vem. Vem comigo?
Vários meses se passaram sem postar um comentário sequer... Juro que tentei: acumulei anotações no celular, papeizinhos dentro da bolsa, lembretes nos cantinhos da cabeça. Mas publicar que é bom, nada.
Acho que isso faz parte do processo do blog – que vai e volta; que vem e que vai. Agora é hora de fazer uma nova listinha e adivinhe só o que vai estar lá – além de “emagrecer”?? “Manter o blog ativo”.
É assim, sem desistir, querendo fazer o que gosto, disposta a apostar e com os olhos/ouvidos abertos que entro neste ano que vem. Vem comigo?
sábado, 10 de dezembro de 2011
idas e vindas - direto do fantástico mundo de bobby
"ooi! bom te ver... um dia destes a gente combina!" Não é isso que a gente normalmente quando encontra alguém que a muito tempo não vê? pois é... considerando que meu último post publicado é datado de setembro de 2011, achei adequado.
resolvi quebrar o gelo com um comentário feito direto do Fantástico mundo de Bobby - se vc tem mais ou menos a minha idade, vai lembrar deste desenho. Se não, anote aí: Bobby era um menininho cabeçudo e adorável que passava todos os episódios imaginando coisas. Qualquer simples palavra ou expressão ativava a cabecinha (não tão pequena assim) e rendinha uma mega história. Hoje aconteceu exatamente o mesmo comigo - fui e voltei ao Mundo de Bobby para escrever este post especialmente. ( http://www.youtube.com/watch?v=U3aSX_NpQxM&feature=player_embedded)
O ap onde eu moro é habitado por mim + maridão e 8.907.327.391 formigas. Eu vivo mantando uma ou outra, apesar de não gostar, mas sou obrigada a praticar este ato "deshumano" para salvar bolos, biscoitos e coca-colas indefesos. Ultimamente, os ataques dos insetos se intensificou, razão que me motivou a tomar medidas mais emérgicas - como o uso de um inseticida - caseiro, porém letal.
Comecei a observar o comportamento das bichinhas, a medida em que eu sprayava o produto em cima delas. Quando eu percebi, já estava conversando com as formigas - mas nçao muito amigável. Comecei justificando que o ataque aéreo se dava justo que elas estavam invadindo meu território - ali é minha casa e não a delas. quem habilta este lugar sou eu! Acompanhando o movimento do grupo, vi que marchavam de volta para seu escoderijo. Maravilha - agora era´só armar a emboscada! Ajustei o intensidade do tiro do inseticida e iniciei o bombardeio. qual o melhor jeito para pegar o inimigo que não atingir seu abrigo? resultado: segundo depois, as formigas foram saindo do buraquinho, intoxicadas pela fumaça letal no tiro.

Ao poucos, reparei que algumas formigas saiam correndo e encontravam outras tão desembestadas quando e iam em direção a outra - como se se encontrassem para falar "socorro! encontramos nossa caverna! estamos sob ataque! acione todos os alarmes!"; "mulheres e crianças para os abrigos nucleares!"; "deeeeeus, deeeeeeeeus! hoje é o dia do juízo final!!"; "vc viu o roberto?? vc viu ele? como ele está??"; etc.
Ao fim e ao cabo, aos poucos, uma a uma entrava em colapso e parava.
Foi aí quando o telefone do "Bobby" que vos fala tocou e fui me distrair com outra brincadeira...
resolvi quebrar o gelo com um comentário feito direto do Fantástico mundo de Bobby - se vc tem mais ou menos a minha idade, vai lembrar deste desenho. Se não, anote aí: Bobby era um menininho cabeçudo e adorável que passava todos os episódios imaginando coisas. Qualquer simples palavra ou expressão ativava a cabecinha (não tão pequena assim) e rendinha uma mega história. Hoje aconteceu exatamente o mesmo comigo - fui e voltei ao Mundo de Bobby para escrever este post especialmente. ( http://www.youtube.com/watch?v=U3aSX_NpQxM&feature=player_embedded)
Comecei a observar o comportamento das bichinhas, a medida em que eu sprayava o produto em cima delas. Quando eu percebi, já estava conversando com as formigas - mas nçao muito amigável. Comecei justificando que o ataque aéreo se dava justo que elas estavam invadindo meu território - ali é minha casa e não a delas. quem habilta este lugar sou eu! Acompanhando o movimento do grupo, vi que marchavam de volta para seu escoderijo. Maravilha - agora era´só armar a emboscada! Ajustei o intensidade do tiro do inseticida e iniciei o bombardeio. qual o melhor jeito para pegar o inimigo que não atingir seu abrigo? resultado: segundo depois, as formigas foram saindo do buraquinho, intoxicadas pela fumaça letal no tiro.

Ao poucos, reparei que algumas formigas saiam correndo e encontravam outras tão desembestadas quando e iam em direção a outra - como se se encontrassem para falar "socorro! encontramos nossa caverna! estamos sob ataque! acione todos os alarmes!"; "mulheres e crianças para os abrigos nucleares!"; "deeeeeus, deeeeeeeeus! hoje é o dia do juízo final!!"; "vc viu o roberto?? vc viu ele? como ele está??"; etc.
Ao fim e ao cabo, aos poucos, uma a uma entrava em colapso e parava.
Foi aí quando o telefone do "Bobby" que vos fala tocou e fui me distrair com outra brincadeira...
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domingo, 4 de setembro de 2011
No meio do caminho tinha o Wellington
Outro dia me aconteceu algo inédito a bordo do táxi. No caminho para o aeroporto, eu estava calada, pensando na vida e tentando acordar (eram 7 horas da manhã) e, do nada, o taxista fechou os vidros e aumentou o volume do rádio. Cantarolando a música que estava tocando, ele comentou com entusiasmo: “nossa, esta música é bonita demais!!”
Além um susto danado – geralmente, os taxistas são contidos em sinal de respeito ao passageiro! – esta ida (ou vinda), rendeu mais uma entrevista para o blog. Apresento a vocês Wellington, um taxista conservador.
PERFIL
- 59 primaveras completas;
- Natural de Belo Horizonte – MG;
- Pai de 3 filhos.
PERGUNTAS E RESPOSTAS (texto produzido a partir da entrevista, dos buracos da minha memória e da minha interpretação livre)
M – Então você gosta muito de música, Wellington?
W – Nossa, gosto demais... Mas estas de hoje dia não tão com nada... é tudo porcaria!
Música boa é igual esta aqui [tocava aquela música q não sei o nome, mas é definitivamente muito popular . “Olha a lua branca no céu, amor / Olha nananananananana, amor / nanananannana / Me leva amor... / Por onde for, quero ser seu par...”
Não entendo como este povo consegue ficar escutando este “tuntuntun” por muito tempo... é só para quem tem a cabeça oca mesmo porque aí, o barulho ressoa!
M – E quais as rádios você costuma escutar?
W – Ah, as minhas preferidas são a 96,5 FM, a 100.9 FM, que só tem música brasileira, e a 94,9 FM
[neste momento, começa outra música – Águas de Março, com aElis Regina cantando]
Esta aí, oh... isso sim que era cantora. Isso sim! Quem viu, viu... quem não viu, não vai ver ninguém nem parecido mais! Pena que ela era muito doida, né?
M – É verdade... E você sempre escuta música no carro? Os passageiros também gostam?
W – Eu escuto mais quando estou indo para Confins, porque é mais tranquilo e não tem tanto trânsito e barulho da cidade. Mas isso é quando o cliente não pede para desligar, né? Tem muita gente que não gosta. Aí, tem que respeitar, fazer o que... você não importa não, né?
M – Não, tá tranquilo.
W – Lá em casa, eu gosto muito de escutar música clássica, ainda mais quando estou fazendo almoço – eu sou separado, sabe?. A comida fica até mais ... [movimento com a mão direita, na tentativa de encontrar a palavra perfeita] mais... saborosa!
M – É mesmo? Quem você costuma escutar [confesso que neste momento, ele estava blefando, mas pela resposta, entendi que ele sabia do que estava falando]
W – Ah, Mozart, Schubert, Strauss.
Depois desses caras aí, quem é que fez música bonita deste jeito?? Não tem... O povo gosta da modernidade mesmo, não tem jeito.
M – Tem muita porcaria, mas tem muito coisa nova boa por aí...
W – É, tem... mas olha para você ver [não tem como ser mais mineiro!] o Vinícius de Moraes, por exemplo. Ele era um artista maravilhoso, completo. Não tem o quefalar sobre ele... Quando ele morreu, eu chorei tanto que parecia que ele era meu amigo mesmo, meu parente! Ele escrevia muito bem sobre o amor... Umas letras lindas, todas escritas em mesa de bar... vai fazer isso com seus amigos aí no final de semana para ver se sai alguma coisa parecida... [risos] Não sai não! As palavras do Vinícius eram igual carta no baralho, que se encaixam direitinho...
[fiz uma pausa nas perguntas para dar conta de anotar tudo que ele estava falando, e isso fez com que ele começasse a me entrevistar! Me perguntou sobre onde eu morava, para onde eu ia; estranhou o fato de eu, nova, estar viajando sozinha; perguntou sobre a pessoa com que eu estava no momento em que ele me buscou, etc. Achei melhor retomar a conversa tendo ele como ponto central).
M – Você falou que é separado, né? Não teve filhos? [até hoje, não encontrei nenhum taxista que tivesse filhos na faixa ou mais velhos que 20 anos, que não tivessem cursado Ensino Superior]
W – Sim, tenho 3. O meu mais novo também gosta muito de música. Ele toca Trompete de vara.
M – É mesmo? Esta é a profissão dele?
W – Não. Na verdade, meu filho estudou Educação Física... ele é muito inteligente, sabe? Agora, ele é professor de dança de salão. É o que ele gosta de fazer. Eu não sou muito a favor não... queria que ele arrumasse uma coisas que desse mais dinheiro, né?
M – Mas se ele for bom mesmo, consegue fazer uma graninha boa...
W – É, mas pai e mãe quer é que o filho tenha uma profissão mais comum. Assim... mais reconhecida... Também não gosto muito dele neste meio artístico. Tem muita coisa errada por aí.
M – Ah, mas isso tem em todo lugar...
W – É, mas acho que no meio artístico é pior... é sujo, tem muita droga. Você sabe: o que você faz para a Velhice, começa quando se é novo...
E assim, chegamos a Confins.
Obrigada, Wellington pela carona e pela conversa.
(anotações feitas em março de 2011)
Além um susto danado – geralmente, os taxistas são contidos em sinal de respeito ao passageiro! – esta ida (ou vinda), rendeu mais uma entrevista para o blog. Apresento a vocês Wellington, um taxista conservador.
PERFIL
- 59 primaveras completas;
- Natural de Belo Horizonte – MG;
- Pai de 3 filhos.
PERGUNTAS E RESPOSTAS (texto produzido a partir da entrevista, dos buracos da minha memória e da minha interpretação livre)
M – Então você gosta muito de música, Wellington?
W – Nossa, gosto demais... Mas estas de hoje dia não tão com nada... é tudo porcaria!
Música boa é igual esta aqui [tocava aquela música q não sei o nome, mas é definitivamente muito popular . “Olha a lua branca no céu, amor / Olha nananananananana, amor / nanananannana / Me leva amor... / Por onde for, quero ser seu par...”
Não entendo como este povo consegue ficar escutando este “tuntuntun” por muito tempo... é só para quem tem a cabeça oca mesmo porque aí, o barulho ressoa!
M – E quais as rádios você costuma escutar?
W – Ah, as minhas preferidas são a 96,5 FM, a 100.9 FM, que só tem música brasileira, e a 94,9 FM
[neste momento, começa outra música – Águas de Março, com aElis Regina cantando]
Esta aí, oh... isso sim que era cantora. Isso sim! Quem viu, viu... quem não viu, não vai ver ninguém nem parecido mais! Pena que ela era muito doida, né?
M – É verdade... E você sempre escuta música no carro? Os passageiros também gostam?
W – Eu escuto mais quando estou indo para Confins, porque é mais tranquilo e não tem tanto trânsito e barulho da cidade. Mas isso é quando o cliente não pede para desligar, né? Tem muita gente que não gosta. Aí, tem que respeitar, fazer o que... você não importa não, né?
M – Não, tá tranquilo.
W – Lá em casa, eu gosto muito de escutar música clássica, ainda mais quando estou fazendo almoço – eu sou separado, sabe?. A comida fica até mais ... [movimento com a mão direita, na tentativa de encontrar a palavra perfeita] mais... saborosa!
M – É mesmo? Quem você costuma escutar [confesso que neste momento, ele estava blefando, mas pela resposta, entendi que ele sabia do que estava falando]
W – Ah, Mozart, Schubert, Strauss.
Depois desses caras aí, quem é que fez música bonita deste jeito?? Não tem... O povo gosta da modernidade mesmo, não tem jeito.
M – Tem muita porcaria, mas tem muito coisa nova boa por aí...
W – É, tem... mas olha para você ver [não tem como ser mais mineiro!] o Vinícius de Moraes, por exemplo. Ele era um artista maravilhoso, completo. Não tem o quefalar sobre ele... Quando ele morreu, eu chorei tanto que parecia que ele era meu amigo mesmo, meu parente! Ele escrevia muito bem sobre o amor... Umas letras lindas, todas escritas em mesa de bar... vai fazer isso com seus amigos aí no final de semana para ver se sai alguma coisa parecida... [risos] Não sai não! As palavras do Vinícius eram igual carta no baralho, que se encaixam direitinho...
[fiz uma pausa nas perguntas para dar conta de anotar tudo que ele estava falando, e isso fez com que ele começasse a me entrevistar! Me perguntou sobre onde eu morava, para onde eu ia; estranhou o fato de eu, nova, estar viajando sozinha; perguntou sobre a pessoa com que eu estava no momento em que ele me buscou, etc. Achei melhor retomar a conversa tendo ele como ponto central).
M – Você falou que é separado, né? Não teve filhos? [até hoje, não encontrei nenhum taxista que tivesse filhos na faixa ou mais velhos que 20 anos, que não tivessem cursado Ensino Superior]
W – Sim, tenho 3. O meu mais novo também gosta muito de música. Ele toca Trompete de vara.
M – É mesmo? Esta é a profissão dele?
W – Não. Na verdade, meu filho estudou Educação Física... ele é muito inteligente, sabe? Agora, ele é professor de dança de salão. É o que ele gosta de fazer. Eu não sou muito a favor não... queria que ele arrumasse uma coisas que desse mais dinheiro, né?
M – Mas se ele for bom mesmo, consegue fazer uma graninha boa...
W – É, mas pai e mãe quer é que o filho tenha uma profissão mais comum. Assim... mais reconhecida... Também não gosto muito dele neste meio artístico. Tem muita coisa errada por aí.
M – Ah, mas isso tem em todo lugar...
W – É, mas acho que no meio artístico é pior... é sujo, tem muita droga. Você sabe: o que você faz para a Velhice, começa quando se é novo...
E assim, chegamos a Confins.
Obrigada, Wellington pela carona e pela conversa.
(anotações feitas em março de 2011)
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